Seção: Últimas Nutricionais
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Cerca de 15 mulheres da comunidade de quilombo Pedro Cubas de Cima, de Eldorado, receberam do Grupo Técnico do Itesp de Pariquera-Açú curso sobre pães artesanais. A atividade foi no último dia 25 e teve aula teórica sobre higiene e manipulação de alimentos, além de técnicas de modelagem e apresentação de algumas receitas de pães caseiros, como o pão de cebola e de abóbora. Também foram ensinadas receitas de salgados para festas, como esfiha e risole. Durante a apresentação as mulheres puderam trabalhar com a massa e fazer a degustação dos salgados. Cada participante recebeu apostila contendo receitas econômicas, utilizando alimentos comuns à região. O pedido do curso partiu da comunidade, que quer vender pães para obter renda extra.
Saúde, energia e bem-estar - estas são algumas das vantagens de consumir alimentos derivados de trigo para nossa saúde. Ao contrário do que muitos acreditam, o trigo é um grande aliado do organismo. Ele contribui para uma boa digestão e para a manutenção da boa forma. Ajuda a espantar a insônia e a ansiedade. Aumenta a capacidade de concentração e a disposição física. Afasta o risco de alguns tumores e fornece muito mais nutrientes que o famoso amido.
A chave é saber consumir os alimentos à base de trigo nas horas certas e com os acompanhamentos adequados. E isso está no livro Trigo na Dieta Saudável, escrito a quatro mãos por dois renomados médicos brasileiros, Dr. Marcello Delano Bronstein, endocrinologista, e Dr. Mauro Fisberg, nutrólogo e pediatra. A dupla esclarece, com um texto leve e cheio de informações, as principais dúvidas sobre o assunto, sempre com dados científicos.
Os médicos desmistificam, por exemplo, a imagem de vilão dos carboidratos explicando que, entre outras coisas, esses nutrientes ajudam a preservar as proteínas do nosso corpo. E, como nem poderia deixar de ser, os autores aproveitam a oportunidade para explicar direito a relação dos alimentos à base de trigo com determinadas doenças, como diabetes, obesidade, excesso de colesterol e triglicérides, síndrome metabólica, alergias e a doença celíaca. Desse modo, respondem perguntas como esta: será que diabéticos precisam mesmo viver longe de pratos feitos com trigo?
O livro também ensina a tirar proveito dos diversos tipos de trigo, como o integral, o sarraceno da pastiera de grano, o triguilho do kibe e a tão falada farinha branca com suas diversas possibilidades de uso. Dá muitas dicas de consumo saudável e de técnicas de culinária para nenhuma receita desandar. E, para completar a receita saborosa dessa obra, os leitores podem fazer um rico passeio pela história dos pães, das massas, dos biscoitos, das pizzas... Quase todos os capítulos, aliás, são salpicados de receitas - um total de 59, assinadas por alguns dos maiores chefs do Brasil. É para ler, se informar sobre alimentação saudável e botar as mãos na massa!
Trigo na Dieta Saudável é o novo lançamento da marca SAÚDE, da Editora Abril, que publica livros escritos por especialistas em linguagem acessível, com distribuição nacional em bancas e livrarias. O objetivo é levar informações aprofundadas sobre grandes temas de saúde e bem-estar aos leitores da revista.
QUEM SÃO OS AUTORES
Dr. Marcello Delano Bronstein - Endocrinologista, é professor livre-docente e chefe da Unidade de Neuroendocrinologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Escreveu dois livros médicos, 20 capítulos de publicações científicas e mais de 60 artigos publicados em revistas especializadas do Brasil e do exterior. É autor também do livro Decifre Seus Hormônios, lançado por SAÚDE!, da Editora Abril.
Dr. Mauro Fisberg - Nutrólogo e pediatra, é professor associado e coordenador clínico do Setor de Medicina do Adolescente da Universidade Federal de São Paulo. É ainda coordenador científico da Força Tarefa Estilos de Vida Saudável, da ILSI Brasil. É autor de seis publicações científicas e do livro A Dieta do Viver Bem, também lançado por SAÚDE!, da Editora Abril.
FICHA TÉCNICA
Livro: "Trigo na dieta saudável"
Editora: Editora Abril /Revista SAÚDE!
Preço: R$ 24,90
Vendas: nas melhores bancas e livrarias do Brasil; site www.lojaabril.com.br; ou pelo telefone 11 4003-3222
Publicação, que propõe ''sabor e saúde'', disputa o Gourmand World CookBook Awards, maior prêmio da literatura gastronômica mundial; anúncio do vencedor será no dia 1º de julho, em Paris.
Organizado pela direção do CINE - Centro Integrado de Nefrologia (
http://www.hdcdialise.com.br) - o livro ''A cozinha e a terapia renal - sabores do Brasil e do Japão'', está concorrendo com outras três publicações (Argentina, Finlândia e Alemanha) ao Gourmand World Cookbook Awards 2008 (
www.cookbookfair.com), considerado o maior prêmio da literatura gastronômica mundial.
Entre os colaboradores da publicação brasileira estão Wagner Nobuo Kuko e Cássio Tomoaki Ikegami, respectivamente, chef e sub chef do restaurante Rangetsu of Tokyo em São Paulo; a chef e proprietária do restaurante oriental Kitaguni em Guarulhos, Maria Tomoe Kibuchi Kuwada e o seu sub chef, Severino Salustiano da Silva.
A obra, que já conquistou o título brasileiro, concorrerá ao prêmio mundial nas categorias: melhor livro de nutrição e saúde; livro mais inovador; melhor livro de cozinha asiática; e melhor capa de livros de receitas.
O anúncio do "melhor do mundo 2008" será no dia 1º de julho deste ano, em evento de gala no teatro histórico "La Comédie Française", em Paris, na França.
Pratos saborosos
Nas 167 páginas e nove capítulos de "A cozinha e a terapia renal - sabores do Japão e do Brasil", o leitor encontra um guia completo sobre diversos assuntos relacionados à culinária, cultura, história do Japão e da imigração japonesa no Brasil, além de símbolos importantes da cozinha nipônica, como o arroz e a soja. O conteúdo também destaca os pratos japoneses mais apreciados no Brasil, como o tempurá e o lámen, além de oferecer dicas de nutrição, receitas adaptadas ao paciente renal crônico e informações nutricionais encontradas em rótulos de alimentos japoneses. Entre as receitas estão o Yaki Tori (espetinhos de frango), o Gyuuniku no tataki (rosbife ao estilo oriental), o Tori nanban (espaguete instantâneo com tiras de frango regadas ao molho shoyu), yakisobas, temakis, sushis e sashimis.
"Foi uma grande aventura pesquisar a culinária japonesa e um verdadeiro desafio propor soluções criativas para estes pacientes. A comida, além de atender a demanda das restrições impostas pela doença, ainda precisava se manter colorida, saborosa, atraente e de aroma agradável", ressalta a nefrologista e diretora do CINE - Centro Integrado de Nefrologia, Carmem Tzanno Branco Martins, uma das organizadoras da publicação.
Sobre o CINE-HDC
As clínicas CINE (Centro Integrado de Nefrologia) e HDC Home Dialysis Center, dirigidas pelos médicos nefrologistas Carmen Tzanno Branco Martins e Elzo Ribeiro Jr., buscam proporcionar bem estar a pacientes renais. Para isso, contam com equipes multidisciplinares, formadas por profissionais especializados, além de atividades complementares e apoio psicológico, nutricional e social, para garantir melhor qualidade de vida. O CINE foi criado em 1993 em Guarulhos (SP). O HDC está localizado no bairro da Penha, Zona Leste de São Paulo. Oferecem todas as modalidades de terapia renal substitutiva, como hemodiálise, diálise peritoneal ambulatorial contínua (CAPD) e diálise peritoneal automatizada (APD).
Livro: "A cozinha e a terapia renal - sabores do Japão e do Brasil"
Organizadores: Carmem Tzanno Branco Martins, Elvino José Guardão Barros
Autores: Bárbara Margareth Menardi Biavo, Miriam Yukie Abe, Sheila Araújo Costa e Elzo Ribeiro Junior
Participações Especiais: Wagner Nabuo Kuko, Cássio Tomoaki Ikegami, Maria Tomoe Kikuchi Kuwada e Severino Salustiano da Silva
Número de páginas: 167
Editora: RCN Editora Ltda.
Preço: R$ 72,00
A Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), reconhecida pelo desenvolvimento de pesquisas e estudos científicos, oferece vagas para voluntários nas seguintes áreas:
O Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) recruta voluntários entre 60 e 75 anos, de ambos os sexos, que não apresentem distúrbios psiquiátricos ou neurológicos, para participar de projeto de aplicação de modalidade terapêutica anti-estresse. O objetivo do projeto é analisar os aspectos comportamentais, hormonais e imunológicos em pessoas com queixa de estresse.
Inscrições até 17 de julho, de segunda à sexta-feira, entre 10h e 16h, com Sueli. Telefone: 5082-2382.
PROGRAMA DE INTERVENÇÃO À FAMÍLIA E COMUNIDADE - TERAPIA
Foram abertas pelo CAENF (Centro de Assistência e Educação em Enfermagem) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) as inscrições para terapia individual, de grupo, casal ou família para pessoas em situação de crise ou conflito. O programa atende pessoas que vivenciaram questões relacionadas a doenças crônicas, situação de tragédia, drogas e alcoolismo, perdas diversas, luto, violência doméstica ou urbana, homicídio, suicídio, HIV positivo, dificuldade sexual, adoção, transtornos alimentares e outros traumas.
Inscrições de segunda à sexta-feira, das 8h às 14h30, com Cristina. Telefone: 5084-4698.
PROGRAMA PARA OBESOS
Estão abertas durante todo o mês de junho as inscrições para adolescentes, do sexo feminino, entre 13 e 17 anos que queiram participar do programa PAPO (Programa de Atividade para o Paciente Obeso), oferecido gratuitamente pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). O programa engloba orientação nutricional, atendimento psicológico, atividades físicas e aulas de teatro e dança. As inscrições devem ser feitas pelo telefone (11) 5576-4360, de segunda à sexta-feira, das 8h às 16h. A próxima turma iniciará as atividades em agosto.
Sobre a UNIFESP
Criada em 1933 por um grupo de médicos reunidos em uma sociedade sem fins lucrativos, a Escola Paulista de Medicina (EPM) foi federalizada em 1956 e, em 1994, transformada em Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), primeira universidade especializada em saúde no País. Atualmente, com 18 mil alunos matriculados nos cursos de graduação, pós-graduação e demais programas de pós, a UNIFESP conta com 874 docentes, sendo que 93% possuem título de doutor, um percentual que marca a qualidade de ensino oferecida por uma das universidades que mais cresce no País.
A Escola, que possuía um único prédio no início de suas atividades, inaugurou em 1940 o Hospital São Paulo, primeiro hospital-escola do País, e atualmente o campus na capital - Campus São Paulo - ocupa 251 propriedades, com 138 mil m2. Em 2006, a UNIFESP iniciou o mais ambicioso processo de expansão universitária do País, saltando de um para cinco campi e de cinco para 25 cursos de graduação. Com os novos campi na Baixada Santista, Diadema, Guarulhos e São José dos Campos, a instituição deixou de atuar exclusivamente no campo da saúde, inaugurando cursos nas áreas de humanas (Guarulhos) e exatas (Diadema e São José dos Campos). Até 2014, a UNIFESP planeja criar mais sete cursos, fazendo com que o número total de vagas oferecidas a cada ano no vestibular evolua das atuais 1.812 vagas para 2.598.
Ao adotar um novo modo de ação para o tratamento e a prevenção de doença de Alzheimer, uma equipe de pesquisa, liderada pela Clínica Mayo (campus de Jacksonville, Flórida), constatou que determinados agentes químicos fármaco utilizados como medicamentos podem acelerar a destruição das proteínas beta-amilóide (beta-A), que formam placas no cérebro dos pacientes com a doença. Os pesquisadores afirmaram que seu estudo, publicado na edição de 22 de abril do jornal PLoS ONE, demonstra que a estratégia é uma alternativa viável e promissora ao modo de ação de medicamentos desenvolvidos até agora.
"Historicamente, tem se feito um grande esforço para bloquear a produção inicial da Beta A, para interromper o desenvolvimento da doença de Alzheimer, mas estamos mais interessados em saber o que ocorre com a beta-A depois que é produzida", explica o pesquisador-chefe do estudo, Malcolm Leissring, Ph.D., do Departamento de Neurociência da Clínica Mayo.
Novos Agentes Químicos - Os pesquisadores descobriram dois elementos químicos que podem acelerar a atividade de uma molécula, a enzima degradadora de insulina (IDE - insulin-degrading enzyme), que ajuda a destruir as proteínas beta-A produzidas no cérebro. Em experiências de laboratório, os cientistas da Mayo descobriram que um agente, chamado Ia1, aumentou a atividade da IDE em cerca de 700%, enquanto um segundo composto, o Ia2, aumentou a atividade da IDE em quase 400%.
"Esse estudo descreve as primeiras amostras de ativadores de pequenas moléculas sintéticas da IDE, demonstrando que a ativação dessa enzima com o uso de compostos fármaco-equivalentes é possível", diz Malcolm Leissring. "Se for possível desenvolver medicamentos, para uso humano, que estimulem a atividade da IDE, esses agentes poderão oferecer benefícios terapêuticos para o tratamento e a prevenção da doença de Alzheimer", ele afirma.
Como a IDE também destrói excessos de insulina no corpo - e esse é o papel principal que se conhece dela, os ativadores de pequenas moléculas também podem ser úteis no controle do diabetes, ele explica.
A A-beta é produzida quando uma proteína grande, conhecida como proteína precursora da amilóide (APP - amyloid precursor protein), é dividida em partes menores por outras enzimas, conhecidas como beta-secretase e gama-secretase.
Não se sabe muito sobre o que acontece com as proteínas Beta-A, depois que são produzidas, diz o pesquisador. O que se sabe é que essas proteínas, especialmente aquelas com um certo comprimento, são encontradas, apegadas umas as outras, em agrupamentos de placas nos cérebros de pacientes com a doença de Alzheimer. Por causa disso, os desenvolvedores de medicamentos têm seguido a estratégia de tentar inibir a divisão da APP pela beta-secretase e pela gama-secretase, argumentando que, se não houver produção das proteínas A-beta, não haverá formação de placas no cérebro. Mas, até o momento, esse e outros métodos não resultaram em terapias claramente benéficas.
Alternativamente, esse grupo de pesquisadores preferiu se concentrar no que acontece, no final das contas, com as proteínas Beta-A produzidas em um cérebro normal. Descobriram, para sua surpresa, que mais de 99% dessas proteínas é destruída imediatamente, conta Malcolm Leissring. "Normalmente, há um equilíbrio entre a produção e a eliminação da Beta-9 no cérebro", ele explica. "Não sabemos porque esse equilíbrio é distorcido em pessoas que desenvolvem a doença de Alzheimer, mas uma hipótese é a de que, conforme envelhecemos, a atividade das enzimas que destroem a Beta-A entra em declínio", diz.
A IDE foi a primeira enzima degradadora - ou protease - implicada nesse desequilíbrio, afirma o pesquisador. A enzima tem o formato de uma concha de marisco que abre e fecha, no jeito do "Pac-Man", o protagonista do bem conhecido videogame, ele diz. As proteínas BetaA se inserem dentro da enzima aberta, que então se fecha e as devora.
Nesse estudo, os pesquisadores examinaram dezenas de milhares de elementos químicos, buscando por aqueles que poderiam se ligar à IDE e modular sua atividade. Isso levou à descoberta e ao teste dos compostos Ia1 e Ia2.
O pesquisador afirma que as descobertas não sugerem que esses compostos devam ser testados em humanos; demonstram, de certa forma, que a ativação da IDE em um tubo de ensaio é possível e que mais trabalho é necessário nesse novo método. "A história que está surgindo, agora, é que o nível de atividade das enzimas degradadoras da Beta A podem exercer um papel significativo no desenvolvimento da doença da Alzheimer", afirma. "Agora, vamos trabalhar ativamente no capítulo seguinte", declara.
O estudo foi financiado por verbas dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA. A autora principal do estudo, Christelle Cabrol, da Universidade de Paris, participou de um programa da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida. A sua residência na Mayo foi patrocinada por uma doação do "The Unforgettable Fund", uma instituição de assistencial da Flórida. Entre os co-autores do estudo estão pesquisadores do "The Scripps Research Institute" e da "Harvard Medical School". O pesquisador Malcolm Leissring conduziu as pesquisas nessas instituições, antes de integrar a equipe da Clínica Mayo, em 2007.
Para mais informações sobre tratamento da doença de Alzheimer na Clínica Mayo, de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou escreva para intl.mcj@mayo.edu.
Dormir mal é mais comum do que se pode imaginar. Atualmente, cerca de um terço da população brasileira sofre com distúrbios do sono. Dores de cabeça pela manhã, sonolência excessiva durante o dia, insônia, bruxismo e apnéia são sintomas alarmantes que, caso o distúrbio não seja tratado, pode acarretar, entre outros problemas, perda e redução de memória, impotência sexual, dificuldade de concentração, alteração de humor e predisposição a outras doenças.
A Universidade Nove de Julho - UNINOVE, desde o ano passado presta atendimento no Laboratório do Sono com uma equipe de professores e pesquisadores das áreas médica, fisioterapêutica e odontológica, preparada para atender de 10 a 15 pacientes por semana. A cada noite, dois leitos são disponibilizados para que os pacientes sejam monitorados por meio de eletrodos e sensores e, durante o dia, a clínica presta atendimento ambulatorial.
O tratamento prestado pela Universidade, por meio do Mestrado em Ciências da Reabilitação, é inteiramente gratuito e focado em pacientes com distúrbios cardiorrespiratórios do sono (Bruxismo do Sono, Apnéia Obstrutiva do Sono, Ronco Primário, Apnéia Central do Sono, Respiração de Cheyne Stokes e Síndrome da hipoventilação), Obesidade e/ou Obesidade Mórbida com indicação à Cirurgia Bariátrica, e pacientes portadores de sequelas de poliomielite (paralisia infantil).
"Além de beneficiar a comunidade, que pode ter acesso a um exame sofisticado e o diagnóstico de uma doença até então desconhecida, o estudo dos distúrbios do sono na UNINOVE, única universidade privada a prestar esse tipo de serviço no Brasil, é fundamental para o desenvolvimento de alunos de graduação, pós-graduação e professores que podem ter contato com pacientes tanto durante o exame, quanto no acompanhamento terapêutico, tendo assim, uma formação adequada para a qualificação profissional", afirma o diretor do Mestrado em Ciências da Reabilitação, Prof. João Carlos Ferrari.
Como é feito o estudo do sono?
É necessário que o paciente durma uma noite em um quarto/laboratório totalmente preparado para o monitoramento cardíaco, função respiratória, temperatura, movimento dos olhos, cabeça, boca e corporal, por meio de sensores e eletrodos. Assim, cada estágio do sono será avaliado. Esta é a técnica conhecida como polissonografia, a mais importante utilizada no diagnóstico dos distúrbios do sono.
Para se inscrever para a triagem do Laboratório do Sono da UNINOVE é necessário que os pacientes se enquadrem nos protocolos de pesquisa que são realizados pelos professores pesquisadores junto ao laboratório. Para isso, os interessados necessitam fazer o agendamento, pelo telefone 3665-9325.
Laboratório do Sono - UNINOVE
Onde: Av. Francisco Matarazo, 612, Água Branca, São Paulo
Quando: segunda a sexta feira
Horário: 9 às 19h
Informações: (11)3665-9325
Gratuito
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são responsáveis por um terço de todas as mortes de mulheres no mundo, com 8,5 milhões de óbitos por ano, mais de 23 mil mortes por dia. Entre as brasileiras, principalmente nas de mais 40 anos, chegam a representar 30% das incidências de morte - a mais alta taxa da América Latina -, número que supera o índice de mortalidade dos tumores de útero e mama somados, tão temidos no universo feminino.
Muitas mulheres nem desconfiam de possíveis problemas, pois existe um enorme desconhecimento sobre a prevenção e o diagnóstico, causado por motivos culturais ou pelo fato homens e mulheres apresentarem sintomas tão diferentes. Para preencher esta lacuna, os cardiologistas Otavio Gebara e Raul Dias dos Santos, considerados autoridades no assunto - lançam o livro "Coração de Mulher", editado pela revista SAÚDE! da Editora Abril, que chega ao mercado no final de maio.
A primeira publicação brasileira destinada a tratar exclusivamente do coração "delas" aponta de que maneira a hipertensão, o diabete e o tabagismo, carrascos das coronárias (artérias do coração), exercem um impacto bem maior nas mulheres. Muitos fatores de risco - como pílulas anticoncepcionais, menopausa precoce e hipertensão - têm influência diferente nelas, às vezes de maneira bem mais traiçoeira. Além disso, os hábitos alimentares e as múltiplas jornadas para dar conta de todos os papéis - mãe, profissional, esposa, dona-de-casa e amiga - tornam as mulheres mais sujeitas aos problemas cardiovasculares.
Dividido em 19 capítulos, "Coração de Mulher" além de mostrar as manifestações das doenças cardiovasculares nas mulheres, orienta no combate às causas, como sedentarismo, alimentação e ainda como fazer um teste personalizado, que estima o risco cardíaco e vale para todas as idades.
Sobre os autores
Dr. Otávio Gebara - Formado pela Faculdade de Medicina da USP em 1986, fez pós-graduação no Institute for Prevention of Cardiovascular Disease da Harvard Medical School em Boston nos EUA (1992 a 1995) e doutorado no InCor da Faculdade de Medicina da USP (1996). É Professor Livre Docente em Cardiologia da USP (título em 2005), diretor de cardiologia do Hospital Santa Paula e Líder da Cardiologia do Grupo Amil de São Paulo. Coordenou a Diretriz Brasileira de Prevenção de Doenças Cardiovasculares em Mulheres da Sociedade Brasileira de Cardiologia e tem 40 artigos em revistas internacionais e 25 nacionais publicados nessa área.
Dr. Raul Dias dos Santos - Formado pela Escola Paulista de Medicina em 1986, com residência em clínica médica no HC e em cardiologia no Instituto do Coração (InCor). Possui Mestrado e Doutorado em Ciência dos Alimentos pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. É Professor Livre-Docente em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP; diretor da Unidade Clínica de Lípides do InCor- HCFMUSP; Presidente do Capítulo Latino Americano da Coronary Heart Disease Prevention Taskforce 2007-2008. Possui cerca de 50 trabalhos publicados em revistas científicas nacionais e internacionais com revisão de pares nas áreas de cardiologia e prevenção.
SERVIÇO: Livro: "CORAÇÃO DE MULHER"
Autores: Otavio Gebara e Raul Dias dos Santos
Editora: Abril - Preço: 24,90
Páginas: 186 - Formato: 13,5 x 20,5
Lançamento: 29 de Maio de 2009
Vendas: Bancas e livrarias do Brasil; pelo site (loja Abril www.lojaabril.com.br) e pelo telefone: (11) 4003-3222
Atendimento ao leitor: saude.abril@atleitor.com.br
Dr. Ricardo Teixeira
Um estudo recém-publicado pelo periódico especializado Pediatrics, jornal oficial da Academia Americana de Pediatria, revela que os adolescentes que passam mais tempo ligados às mídias eletrônicas estão dormindo menos à noite, estão tendo mais sonolência diurna, além de estarem consumindo mais cafeína.
Pesquisadores americanos estudaram 100 adolescentes com idades entre 12 e 18 anos quanto ao consumo de bebidas cafeinadas, hábitos de uso de mídia eletrônica durante a noite (ex: TV, internet) e padrão de sono. No grupo estudado, 66% tinha TV e 30% um computador dentro do quarto, 90% tinha telefone celular e 79% um aparelho de MP3. Após as 9h da noite, 82% dos adolescentes assistia à TV, 34% escrevia mensagens de texto, 44% falava ao telefone, 55% estava conectado à internet, 24% jogava games no computador, 36% assistia a filmes e 42% ouvia música nos MP3 portáteis. Uma média de 1-2 horas era usada em cada uma dessas atividades.
A pesquisa ainda revelou que 80% dos adolescentes estudados dormia menos de 8 horas por noite, abaixo do número de horas recomendado para a idade que é de 8 a 10 horas. Além da privação voluntária do sono, outros fatores podem contribuir para o sono mais curto desses adolescentes. O excesso de exposição noturna à luz da TV e/ou do monitor do computador pode levar a uma redução da produção de melatonina, que por sua vez pode dificultar o sono. Além disso, a relação entre a privação de sono e consumo de cafeína é um ciclo vicioso. Ao dormir menos, o adolescente usa mais cafeína para combater a sonolência diurna, substância que sabidamente pode provocar insônia.
Pesquisas robustas já haviam demonstrado que os adolescentes têm dormido cada vez menos ao longo das últimas décadas. Além da exposição à mídia eletrônica e cafeína, os adolescentes ainda são expostos a outros fatores de estresse que podem estar contribuindo para que eles durmam menos, como por exemplo, a pressão por um brilhante desempenho acadêmico. O presente estudo também mostrou que essa privação de sono aumenta o nível de cochilos na escola, mas os efeitos vão muito além disso. Sabe-se que crianças e adolescentes que dormem pouco têm maior risco de depressão, obesidade, alergias e exacerbação de crises de asma.
:: Dr. Ricardo Teixeira é Doutor em Neurologia pela Unicamp. Atualmente, dirige o Instituto do Cérebro de Brasília (ICB)
O Serviço de Nutrição e Dietética (SND) do Hospital e Maternidade Celso Pierro (HMCP) da PUC-Campinas, foi habilitado e classificado como Unidade de Assistência de Alta Complexidade pelo Ministério da Saúde, no mês de abril, para realizar procedimentos em terapia nutricional (enteral e parenteral). "A nutrição enteral é uma formulação especial e combinada de alimentos, com composição definida de nutrientes, para uso por meio de sondas, na impossibilidade da ingestão de alimentos por via oral.
A nutrição parenteral é uma solução ou emulsão de nutrientes, também com composição definida, porém para administração via intravenosa, indicada para pacientes que apresentam o sistema gastrintestinal não funcionante. Tanto a nutrição enteral quanto a parenteral podem ser administradas em pacientes internados, no ambulatório e em seu domicílio", afirma a chefe do SND, Silvana Maria Amstalden Bannwart.
O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Atenção à Saúde, instituiu, em março de 2005, mecanismos para organização e implantação de Unidades de Assistência e Centros de Referência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional pelo convênio do Sistema Único de Saúde (SUS). "O objetivo é conceituar e classificar os Serviços, considerando a necessidade de garantir aos pacientes em risco nutricional ou desnutridos uma adequada assistência nutricional", explica Silvana.
Segundo Silvana, o Celso Pierro, foi classificado como Unidade de Assistência de Alta Complexidade por possuir condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e recursos humanos adequados à prestação da assistência integral e especializada em nutrição enteral e parenteral aos pacientes que necessitam deste tipo de terapia nutricional. Além de possuir uma Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) atuante, para sistematização desses processos. Em Campinas, junto com o HMCP, também foram habilitados o Hospital Mário Gatti e o Hospital das Clínicas (HC) da Unicamp.
As mudanças nos hábitos alimentares e no estilo de vida e o envelhecimento da população são fatores que têm contribuído para o crescente aumento na incidência das doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT) no Brasil e no mundo. O tratamento dessas doenças é complexo e exige ações conjuntas de vários profissionais da área da saúde. Para explicar a importância da terapia nutricional na prevenção e no tratamento das DCNT, a nutricionista Lilian Cuppari elaborou a obra Nutrição nas doenças crônicas não-transmissíveis (Editora Manole).
O livro oferece a estudantes, nutricionistas e profissionais interessados em nutrição um conteúdo teórico abrangente e atualizado. Ao longo dos capítulos há apresentação de casos clínicos e discussões de temas polêmicos da terapia nutricional, analisados por renomados profissionais. A autora ressalta que em cada capítulo o leitor terá acesso a informações que o ajudarão a transformar a teoria em prática.
A obra traz também um panorama das DCNT no Brasil e sua relação com as mudanças do padrão alimentar, além de abordar os diferentes métodos de avaliação do estado nutricional. Levando em consideração as possibilidades futuras de aplicação da biologia molecular na prática clínica, o livro contém um capítulo que esclarece os fundamentos da nutrigenômica - que avalia a forma com que os nutrientes e compostos bioativos podem interferir na regulação dos genes.
"Acredito que o livro oferece um bom embasamento teórico aos nutricionistas e profissionais da área de nutrição, possibilitando a discussão das melhores alternativas em termos de terapia nutricional para pacientes com doenças crônicas não-transmissíveis", explica Lilian.
Livro: Nutrição nas doenças crônicas não-transmissíveis
Autor: Lilian Cuppari
Editora Manole