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Seção: Sabotagem



28 post(s) publicado(s) em “Sabotagem”.

Postado em 17/2/2009 13:20 por Aguinaldo Pettinati

Mitos sobre a bebedeira

Café, azeite, leite. Qual é o melhor remédio para curar a bebedeira? O senso comum divulga essas técnicas para amenizar os efeitos da embriaguez, mas será que algum deles funciona de fato? "O consumo de álcool em excesso pode gerar diversos riscos, e não há nada que possa diminuir os efeitos que ele acarreta", afirma o Dr. Francis Fujii, médico de família e patologista clínico do Lavoisier Medicina Diagnóstica/ DASA.



Um dos perigos do consumo abusivo de bebidas alcoólicas está relacionado à hipoglicemia ou baixa na taxa de glicose sangüínea, que pode levar uma pessoa a desmaios repetitivos ou ao coma alcoólico. "O uso do álcool, principalmente em momentos festivos, como o carnaval, pode ser agradável. Mas as consequências, principalmente se houver abusos, podem ser graves. Ficar alcoolizado está relacionado à ingestão (quantidade) e metabolização do álcool, ou seja, sua eliminação do organismo. Isso acontece sobretudo pelos rins (90%), mas também pelos pulmões e pele", de acordo com o especialista.

Segundo o patologista clínico, costumes como o de beber muita água antes do álcool, ingerir azeite, leite ou refrigerantes não ajuda a diminuir os efeitos do consumo excessivo de álcool.

"A ingestão dessas substâncias podem ajudar a combater os sintomas como desidratação e hipoglicemia, mas não corta a embriaguez", afirma Dr. Fujii. No entanto, tomar uma xícara de café forte ajuda a deixar o corpo mais alerta, fazendo com que, aos poucos, os efeitos do álcool diminuam.

Postado em 16/2/2009 13:57 por Aguinaldo Pettinati

Exageros do Verão podem prejudicar o coração

O verão continua tinindo e, com ele, os convites para as festas e badalações. Curtir a vida é sempre bom, diga-se de passagem. Porém, é necessário evitar abusos, principalmente em relação ao álcool e à alimentação. Os excessos são prejudiciais à saúde, inclusive à do coração.

Segundo o cardiologista Daniel Lages Dias, presidente da Regional Campinas da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo - SOCESP, o consumo exagerado de álcool pode causar alterações na pressão arterial e nos níveis de diabetes. Também pré-dispõe a arritmias cardíacas, como a fibrilação atrial, com sintomas de palpitação, coração acelerado e batimentos irregulares, o que aumenta os riscos de embolias, acidente vascular cerebral (AVC) e até mesmo de infarto.

"Outro problema comum nessa época é o paciente parar de tomar o remédio porque vai beber. Trata-se de um grande erro, pois os riscos aumentam. É preciso beber com moderação e não parar com a medicação sem orientação médica", adverte o dr. Daniel.

O dr. Antonio Mendes Neto, presidente da regional Santos da SOCESP, alerta que 30 ml de álcool são suficientes para elevar a pressão no homem, o que corresponde a cerca de duas latinhas de cerveja. Metade desta medida, ou um cálice de vinho, é suficiente para provocar alterações na mulher. Portanto, não se deve ultrapassar tais limites.

A moderação é também importante na alimentação. Os abusos interferem diretamente na pressão arterial, diabetes e também no controle do colesterol. Dê sempre preferência para frutas, verduras, legumes, e tome muito líquido.

"É possível curtir o calor cuidando da boa alimentação com pratos mais leves e naturais, sem fugir do clima da época", afirma o dr. Daniel.

O período, aliás, também é propício para deixar o sedentarismo de lado e realizar atividades físicas. Aproveitar a praia para uma caminhada, andar de bicicleta ou mesmo nadar são atividades bacanas, fazem bem para o corpo e para a mente. Tudo isso, é claro, sem exageros.

"Muitas pessoas, mesmo não estando condicionadas, praticam atividades intensas. A má condição e o calor podem ser prejudiciais e causar eventos cardiológicos agudos", alerta o dr. Antonio.

Então, atenção: prepare pratos mais leves, controle a ingestão de álcool, descanse e faça atividades de acordo com a sua condição física. Curta de forma consciente e segura, pois cuidar da saúde do coração é primordial.

Postado em 6/2/2009 9:20 por Aguinaldo Pettinati

Você realmente sabe quanto pesa?

Se no passado, a avaliação da composição corporal era realizada através da pesagem dentro da água, atualmente as técnicas de imagem despontam como as mais precisas. "A medicina necessita de máxima precisão para identificar o percentual de gordura corporal, uma vez que ele é fator de risco para o desencadeamento de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2", alerta o médico do esporte Leandro Vaz.

A equipe do especialista acaba de implantar, na capital federal, o primeiro centro para realização do exame considerado padrão-ouro, ou seja, o mais preciso para avaliação da composição corporal. Trata-se da Absorciometria com Raios-X de Dupla Energia (ACDE-DEXA), técnica que até então era utilizada exclusivamente para mensurar a densidade mineral óssea. "Com o exame, quantificamos também a gordura corporal total e por regiões específicas como, por exemplo, a gordura abdominal - que está ligada à síndrome metabólica. Além disso, verificamos o percentual exato de massa muscular", descreve Renato André Silva, mestre em educação física e fisiologista do exercício.

Upgrade - O exame ganha das outras alternativas padrão-ouro: a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética. "A Absorciometria, ou Dexa, apresenta maior facilidade de acesso à técnica e ao manuseio do software, simplicidade nas mensurações e menor exposição à radiação. Isso sem falar no custo-benefício", destaca Renato. A partir do laudo, o médico assistente pode orientar de maneira mais assertiva a conduta para perda do excesso de gordura e aumento da massa muscular, com dietas, atividade física customizada e, se necessário, suplementos.

Para quem já fez o exame, a resposta é certa: o resultado é muito satisfatório. É caso do atleta Bruno Sabóia, 32 anos, que pratica ciclismo de estrada. "Com a precisão do exame, o que achava que era massa muscular era, na verdade, um percentual baixo de gordura", descreve. De acordo com o atleta, depois do Dexa, ele pôde fazer uma dieta específica que vai contribuir para alcançar um melhor desempenho no esporte.

Olho Clínico - Um dos nomes de grande reconhecimento na área esportiva, também recomenda o exame. Trata-se de Sandor Balsamo, que já atuou como preparador físico de Nelsinho Piquet e da nadadora Rebeca Gusmão. Docente do Centro Universitário Unieuro, Balsamo destaca que o Dexa é uma nova ferramenta que veio para contribuir para o cálculo eficiente de massa corpórea. "O exame auxilia o profissional de saúde na avaliação do corpo humano, pois além de mostrar o percentual de gordura é um forte aliado no combate à osteoporose", complementa.

Rápido, indolor e não-invasivo, o Dexa está disponível no Golden Spa, em Brasília, que caminha para se tornar um Centro de Medicina do Esporte. Além da praticidade, apresenta excelente custo-benefício.


SERVIÇO
Golden Spa - Centro de Longevidade
Lake Side Resort Brasília
(Próximo ao Palácio da Alvorada)
(61) 3306 1003
www.goldenspa.com.br

Postado em 29/1/2009 9:39 por Aguinaldo Pettinati

Lanche escolar pode ser o vilão das crianças

Dra. Roseli Rossi -Nutricionista Especialista em Nutrição Clínica
Salgadinhos e doces! Esses são dois itens fáceis de se encontrar na lancheira de uma criança. Os pais modernos, para economizarem tempo, utilizam produtos que ofereçam praticidade e rapidez no preparo do lanche. Entretanto, por serem ricas em gorduras saturadas, sódio, açúcar, conservantes químicos e pobres em vitaminas e minerais, essas guloseimas colocadas nas lancheiras podem acarretar problemas à saúde dos "pequenos", como obesidade, colesterol alto, hipertensão arterial e, muitas vezes, pela falta de nutrientes essenciais, a redução da energia vital necessária para o desenvolvimento e crescimento físico e mental, podendo interferir na concentração, memorização e aprendizado.

 

Os alimentos impróprios à saúde, consumidos com freqüência e sem controle, proporcionam ao organismo da criança um aumento da quantidade de gordura corporal. Com o acúmulo, além da obesidade, o metabolismo tende a reduzir a produção do colesterol bom (HDL) e aumentar o colesterol ruim (LDL) na corrente sanguínea. Todavia, a função do colesterol bom é evitar que o ruim se "agarre" nas paredes dos vasos sanguíneos e, na sua falta, a probabilidade de problemas cardiovasculares aumenta. "O mau hábito alimentar pode trazer como resultado os males do colesterol alto e a hipertensão arterial já na infância, principalmente para os que possuem suscetibilidade genética", reforça a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional.

Um estudo da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) com 1.937 crianças e adolescentes entre dois e 19 anos, atendidos no Hospital das Clínicas da universidade, constatou que quase metade deles possui índices altos de colesterol e triglicérides. A pesquisa, realizada entre 2000 e 2007, mostra que 44% dos pesquisados apresentaram elevada taxa de colesterol. No entanto, a especialista Roseli Rossi ressalta que não há um estudo com dados gerais das crianças e adolescentes de todo o país.

A alimentação é um dos fatores mais importantes para a saúde da criança, é a responsável em fornecer vitaminas e minerais essenciais para o desenvolvimento de todas as funções do corpo e para a manutenção do sistema de defesa do organismo. Por isso, a especialista Roseli alerta que é necessário e fácil a substituição dos alimentos gordurosos por opções mais saudáveis. "Na hora do preparo do lanche escolar, prefira colocar alimentos saudáveis, atrativos às crianças e que irão fazer a diferença no desenvolvimento físico e mental, como barra de cereais, cookies, bolos e tortas integrais sem recheios cremosos, sanduíches com pães integrais recheados com proteínas magras como queijos, peito de peru, atum. Uma outra dica, são os sucos naturais que auxiliam na hidratação e são riquíssimos em vitaminas e fibras, essenciais ao bom funcionamento do organismo", ensina Roseli.


Hoje, existem opções de lanches rápidos e saudáveis. A nutricionista da Clínica Equilíbrio Nutricional indica alguns:

- Sanduíche de pão integral com patê de ricota com cenoura e salsinha + suco de uva

- Iogurte de frutas com baixo teor de gordura + cookies integrais.

- Leite achocolatado de soja + Barra de cereais.

- Maçã desidratada + Nozes + torrada integral + queijo pasteurizado

- Torta de legumes + Suco de laranja

- Bolo de Chocolate com aveia + àgua de coco

Nota: Os alimentos devem ser bem acondicionados e as lancheiras devem ser térmicas para garantir a máxima qualidade e conservação dos mesmos.

 

 

 

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Postado em 26/1/2009 9:57 por Aguinaldo Pettinati

Previna-se contra a síndrome do restaurante chinês

Dra. Sylvana Braga
A cultura oriental está se popularizando cada vez mais no Brasil e sua culinária traz pratos cheios de temperos deliciosos, porém é preciso tomar cuidado com certas substâncias usadas para realçar o sabor dos alimentos, pois muitos trazem malefícios a nossa saúde.



É a cada vez mais comum encontrarmos vítimas da "síndrome do restaurante chinês", como são conhecidos os efeitos causados pelo maior vilão entre estas substâncias: o glutamato monossódico. Se você já sentiu dores de cabeça, queimação pelo corpo, coceira facial, transpiração em excesso, câimbra abdominal e tonteiras após a ingestão de uma comida típica do Oriente, fique alerta, pois provavelmente deve ter uma hipersensibilidade a este reagente.

Conhecido também por MSG (mono-sodic glutamat), ele é muito utilizado como potencializador de alimentos processados e pode ser facilmente encontrado em casa, pois além da culinária oriental, também é muito utilizado na indústria alimentícia em geral, principalmente em pratos prontos e nos temperos preparados do tipo "caldo", tanto em pó como em cubinhos.

Algumas pessoas simplesmente não metabolizam bem o MSG, que fica em excesso na circulação sanguínea, produzindo reação química que leva à dor de cabeça e aos outros sintomas citados anteriormente. Apesar de não causar danos graves, gera desconforto e grande sensação de mal-estar, que pode durar alguns dias enquanto não é expelido do organismo.

A substância já foi banida dos alimentos nos Estados Unidos por falta de estudos aprofundados e, por enquanto, é liberado aqui no Brasil sem restrições. Para evitá-la, a única maneira é sempre ler os rótulos para verificar se não há adição do mesmo, protegendo assim, a nossa saúde e a de nossa família.


*Dra. Sylvana Braga é médica ortomolecular, nutrologista, reumatologista e fisiatra com clínica em São Paulo.

Postado em 26/1/2009 8:52 por Aguinaldo Pettinati

Comedores compulsivos noturnos são conduzidos à geladeira por um sistema ligado ao estresse

Acredita-se no meio médico que o comedor compulsivo noturno, que acorda diversas vezes durante a noite para comer (cerca de 1% a 2% dos adultos em geral e um quarto das pessoas muito obesas), deve seu trânsito frequente entre cama e geladeira a uma desregulação do seu ritmo circadiano, o aparato do organismo que indica quando é hora de dormir e hora de acordar.

Mas uma pesquisa feita na Universidade de Tromso (Noruega) achou uma outra causa: os comedores noturnos seriam afetados pelo hormônio cortisol, motivados por uma desregulação do mesmo sistema que controla o estresse e que já foi relacionado a diversas outras anomalias alimentares, como a obesidade, a bulimia e a anorexia. Trata-se do chamado "eixo HPA" (sitema composto por hipotálamo e pelas glândulas pituitária e supra-renal).

O estudo, coordenado por Grethe S. Birketvedt e Johan Sundsfjord, entre outros, foi publicado na edição mais recente da revista American Journal of Physiology Endocrinology and Metabolism.
Para a pesquisa, foram monitoradas dez mulheres, sendo cinco saudáveis e cinco com desordem de fome noturna (que consumiam mais de 50% de seu alimento diário após as 20 horas e acordavam em média 3,2 vezes por noite para comer). Por uma semana, foi dado a todas elas um hormônio para estimular o eixo HPA, simulando um efeito causado por estresse, e colheram-se amostras de sangue.

Esperava-se que, como resposta à introdução do hormônio pelos pesquisadores, as mulheres pesquisadas deveriam apresentar uma redução da atividade do hormônio liberador de corticotropina (CRH). De fato, em todas essa reação aconteceu, mas foi bem menor entre as comedoras noturas (redução da atividade em 47%) do que entre as mulheres saudáveis (redução da atividade em 71%). Os pesquisadores concluíram que as mulheres com o distúrbio alimentar podem ter menor capacidade de responder a situações de estresse.

Postado em 30/12/2008 11:46 por Aguinaldo Pettinati

Pesquisa detecta excesso de gordura trans em Panetones

Teste feito pelo Idec em 51 produtos de 23 marcas encontrou grandes quantidades de gordura trans e saturadas. Em comparação à pesquisa realizada em 2007, 15 panetones acabaram com a gordura trans em sua composição.

Produtos com apelo infantil não seguem padrões nutricionais adequado às crianças.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) realizou uma pesquisa de rotulagem com panetones e chocotones de diversas marcas para avaliar a quantidade de gordura trans, gorduras saturadas e para comparar a quantidade de trans de acordo com produtos pesquisados no ano passado.

O chocotone da marca Roma é o que traz maior quantidade de gordura trans em uma fatia de 80 g: 2,9 gramas, ou seja, 0,9 gramas a mais do que um adulto poderia ingerir em um dia inteiro - segundo a Organização Mundial de Saúde que recomenda a ingestão de, no máximo, 2 gramas por dia.

33 produtos, ou 64,7% do total analisado informaram conter "0% de gordura trans". Em pesquisa semelhante realizada no ano passado, 10% dos fabricantes informavam conter "0% de trans".

Segundo o gerente de informação do Idec, Carlos Thadeu de Oliveira, "os produtos estão evoluindo, mas ainda trazem grandes quantidades de gorduras saturadas, que também não são benéficas em excesso. A pesquisa dmonstra que os fabricantes ainda podem melhorar bastante".

A gordura trans aumenta os níveis do colesterol ruim (LDL) e reduz o colesterol bom (HDL). Dessa maneira, eleva a probabilidade de doenças cardíacas e de ganho de peso.

Já o que tem maior quantidade de gordura saturada - que também é bastante prejudicial ao coração - é o panetone com gotas e recheio de chocolate Alpino, da Nestlé: 12 g, em uma porção de 80 g. Considerando a indicação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o consumo diário de no máximo 22 gramas, se uma pessoa comer duas fatias de 80 gramas cada, já estaria ultrapassando a recomendação.

A pesquisa do Idec também avaliou alguns produtos destinados a crianças em que também foram encontradas quantidades superiores de gorduras. Sete dos panetones analisados são oferecidos em embalagens "monoporção", e quatro delas têm apelos ao consumidor infantil. O da marca Qualitá (Pão de Açúcar) traz o Bob Esponja estampado. Já o da Village traz o personagem Hanna-Barbera. O da Pullman tem a sua conhecida boneca Ana Maria, e o da Bauducco vem em uma lata com a figura de Papai Noel estampada.

Apesar do apelo infantil, os produtos não atendem às recomendações nutricionais infantis.Todos declaram "zero trans", porém os valores de gorduras total e saturada são bastante altos.

Para uma criança entre 4 e 6 anos, a quantidade de gorduras totais dos minichocotones da Bauducco chegam a 37,5%. Já a quantidade de saturadas do minipanetone com gotas de chocolate das marcas Montevérgine, Qualitá e Village chega a nada menos que 41,88% da recomendação diária.

Para essa idade, o máximo permitido pela Anvisa são 48 g de gordura total e 16 g de saturadas. Entre 7 e 10 anos, o limite é de 58 g e 19 g, respectivamente.

"Infelizmente, estamos assistindo a um bombardeio cada vez maior sobre as crianças, em todos os tipos de produtos e em todas as épocas do ano. Agora, os panetones entraram nesta mesma linha. Só que os produtos não são adaptados às suas necessidades nutricionais, são pouco saudáveis, embora atrativos", conclui Carlos Thadeu.

Postado em 29/12/2008 11:40 por Aguinaldo Pettinati

Leite e alergia

leite de vaca é a principal causa de alergia alimentar nos primeiros meses de vida e a falta de tratamento adequado pode trazer sérias conseqüências para o desenvolvimento da criança. Qualquer contato com a proteína do leite de vaca pode provocar reações alérgicas.

A APLV - alergia à proteína do leite de vaca - é responsável por 77% dos casos de alergia alimentar, principalmente no primeiro ano de vida. Trata-se de uma reação do sistema imunológico às proteínas do leite que provoca problemas gastrintestinais (diarréia, constipação, náuseas e vômitos), respiratórios (asma, rinite e chiado no peito) e na pele (manchas, lesões nas dobras e coceiras). De acordo com os especialistas, após o diagnóstico de alergia, a mãe que amamenta deve seguir uma dieta totalmente livre de proteína do leite de vaca, para que o leite materno não provoque reações no bebê. Se a criança alérgica não é amamentada, é preciso excluir a proteína do leite da sua alimentação, introduzindo então dietas específicas com orientação médica.

"A mãe que tem um filho com APLV precisa cuidar da própria alimentação caso esteja amamentando e, além de prestar muita atenção ao rótulo dos produtos que consome, tem que dar prioridade para alimentos preparados em casa", afirma Ary Lopes Cardoso, chefe do Grupo de Suporte Nutricional do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da USP. O pediatra e nutrólogo explica que muitas vezes alimentos industrializados que não são derivados de leite podem conter traços da proteína que causa alergia por conta do processo de fabricação. "Por isso é tão importante que as mães saibam identificar esse componente nos rótulos dos alimentos", afirma.

Como saber se um alimento contém proteína do leite de vaca?
Um estudo brasileiro(1) mostrou que, mesmo após serem orientados pelo médico, menos de 25% dos pais de crianças com APLV são capazes de reconhecer nos rótulos dos alimentos os ingredientes que podem causar as reações alérgicas. "Esse índice é baixo porque além dos ingredientes facilmente associados ao leite - como leite condensado ou nata - existem outros cujos nomes são muito técnicos", explica Mauro Batista de Morais, professor e chefe da Disciplina de Gastroenterologia Pediátrica da Unifesp, um dos orientadores da pesquisa. O médico lembra ainda que em outros países, como os Estados Unidos, os pais também têm muita dificuldade para detectar os componentes proibidos para os alérgicos à proteína do leite de vaca. "É importante que os rótulos sejam mais esclarecedores permitindo o fácil reconhecimento das proteínas do leite de vaca na composição do produto", diz Morais.

De acordo com o especialista, o não reconhecimento dos ingredientes nos rótulos pode levar a falhas no tratamento. "É freqüente esse tipo de falha que prejudica a eficácia do tratamento de exclusão do leite de vaca, podendo ocasionar o retorno dos sintomas na criança com APLV", conta Mauro Batista de Morais.
Por isso, antes de comprar qualquer tipo de alimento industrializado, é importante conferir sua composição. Para saber se o produto contém a proteína do leite de vaca ou traços dela, deve ser verificado se algum desses ingredientes ou expressões aparece no rótulo:

Leite
Creme de leite
Caseinato
Iogurte
Nata
Lactose (açúcar do leite)
Leite condensado
Coalhada
Lactoalbumina
Leite evaporado
Queijo
Caseína
Leite em pó
Leite maltado
Manteiga ou margarina
Lácteo(a)
Lactoglobulina

Alguns alimentos processados como hambúrgueres, kibes, salames, almôndegas, salsichas, carnes empanadas, entre outros, também podem conter resíduos de leite por conta do processo de fabricação. Durante a dieta de exclusão, ficam vetados produtos de confeitaria e panificação como biscoitos, bolos, tortas e doces que levam leite em suas receitas. Sopas e pratos prontos também podem conter leite, queijo, purês, manteiga ou margarina.

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Postado em 23/12/2008 4:38 por Aguinaldo Pettinati

Privação de sono engorda

Pessoas que dormem menos do que deveriam têm duas vezes mais chances de se tornarem obesas do que pessoas que mantém o tempo ideal de sono exigido por seu organismo, sejam elas adultos ou crianças. Esse é o resultado de uma pesquisa feita junto a 28.000 crianças e 15.000 adultos pela equipe do professor Francesco Cappuccio, da Warwick Medical School, na University of Warwick (Reino Unido).

Para Cappuccio, além da epidemia de obesidade que tem ocorrido em diversos países, devido a variáveis como hábitos sedentários e alimentação desbalanceada, haveria ainda uma outra epidemia, esta silenciosa, já que não tem tanta repercussão na mídia e nos trabalhos acadêmicos: a epidemia da ausência de sono, que é paralela e contribui com a epidemia de obesidade.

O mecanismo que leva as pessoas que dormem pouco a engordar se baseia na alteração da produção de pelo menos dois hormônios. O organismo de quem dorme menos do que deveria produz mais ghrelin, hormônio que estimula o apetite, e menos leptina, hormônio que, entre outros efeitos, reduz o apetite. Os pesquisadores acreditam que este mecanismo também possa influenciar em males como diabetes e hipertensão.

Para Cappuccio, é necessário ampliar as pesquisas que relacionem questões médicas com o ambiente em que vivem os pacientes, para que se deixe de avaliar problemas como a obesidade com instrumentos limitados aos recursos clínicos ou a medicações pontuais. Interferências de fundo social e relativas ao modo de vida (hábitos familiares, estresse familiar ou no trabalho, sedentarismo etc) podem estar interferindo decisivamente em doenças consideradas crônicas por meio de mecanismos como os causados pela ausência de sono.

Postado em 19/12/2008 8:36 por Aguinaldo Pettinati

Rótulos de alimentos da cesta básica "escondem" gordura trans

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília (UnB) revelou que, em alimentos que compõem a cesta básica, a informação a respeito de gordura trans contida no rótulo do produto não é real. Foram avaliadas dez categorias de alimentos, sendo que 19% dos produtos continham mais gordura trans do que o valor declarado na embalagem, com destaque para biscoito recheado e requeijão. O grupo de produtos com irregularidades cresce quando a pesquisa adota um método de medição da gordura trans mais rigoroso do que o comumente utilizado na indústria. Esse método revelou que 43% dos produtos têm gordura trans acima do especificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), juntando-se ao grupo dos biscoitos recheados e requeijões as bolachas cream craker e o leite integral.

A nutricionista Paula Bagno Lemos, autora da pesquisa, afirmou em matéria divulgada pelo setor de imprensa da UnB que a imprecisão da informação não é o único problema. Além disso, a exibição desta informação acontece de forma pouco clara nos rótulos. A quantidade de gordura trans e de outros componentes nutricionais é apresentada em porções que não se referem, necessariamente, à quantidade total de alimento contido na embalagem, o que, além de potencialmente causar desinformação, complica a utilização do produto quando se pretende, por exemplo, utilizá-lo em conjunto com outros produtos (para fazer um bolo, por exemplo).

A margarina é o produto campeão no excesso de gordura trans. São 8,85 g por 100g de margarina hidrogenada. No biscoito recheado, a quantidade é de 4,13g por 100g de biscoito. Na mistura de bolo, 1,88g/100g, no biscoito cream craker, 1,37g/100g, e no requeijão cremoso, com 1,08g/100g.

Segundo a divulgação do estudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que a ingestão segura de gordura trans precisa ser inferior a 1% do total de calorias consumidas diariamente. Isso equivale a cerca de 2g de gordura trans para uma dieta de 2.000 kcal (equivalente à ingestão diária média de um indivíduo comum). Bastariam, portanto, apenas três biscoitos recheados para se atingir o que a OMS considera seguro consumir em um dia.

"A gordura trans é duplamente perigosa, pois aumenta o colesterol ruim, o LDL, e diminui a fração do colesterol bom, o HDL. A gordura saturada apenas aumenta o colesterol ruim", disse a pesquisadora à imprensa da UnB. A presença excessiva de LDL é uma das variáveis relacionadas à ocorrência de doenças como diabetes e problemas cardíacos.

A pesquisa foi orientada pela professora Marina Kiyomi Ito, do Departamento de Nutrição da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB.