O inverno chegou e junto com ele vem a preocupação de achar uma maneira prática e gostosa de manter os hábitos saudáveis, a ingestão de uma dieta equilibrada e a prática de atividade física regular. É nessa estação que as pessoas costumam se entregar às guloseimas e à preguiça, o que causa um tremendo transtorno na próxima estação. O consumo de frutas é o mais afetado, já que o preparo para ingeri-las costuma dar trabalho e não apetecem o paladar durante o inverno.
Pensando na praticidade e nos benefícios do consumo de frutas, uma ótima opção é o MonaVie Original, uma bebida composta por 19 frutas, entre elas, açaí, acerola, cupuaçu, blueberry, cranberry e romã. MonaVie Original é uma maneira inteligente e conveniente de saborear o melhor das frutas, além de ser uma adição perfeita para uma dieta balanceada.
A combinação de frutas traz para o dia-a-dia do brasileiro uma alternativa saudável e muito diferente das opções que já existem no mercado. As frutas que compõem a fórmula exclusiva da bebida foram escolhidas por suas qualidades únicas, que aliadas resultam em uma deliciosa bebida que aguça os sentidos.
MonaVie Original promove o contato com a natureza dos ingredientes, deixando aquele gostinho de fruta fresca na boca. A bebida é rica em vitamina C e não tem adição de açúcar ou adoçantes artificiais. Por isso pode ser combinada com os mais variados tipos de alimentos e consumida a qualquer hora do dia, quantas vezes o consumidor desejar.
A inclusão do açaí é um dos principais diferenciais da bebida. Na composição do blend, é utilizada a combinação do purê de açaí com o exclusivo pó de açaí, obtido pela tecnologia freeze-drying. Esse processo, que consiste na desidratação a frio da fruta, diferente da desidratação por calor, utilizada tradicionalmente, inibe a perda de sabor e nutrientes, preservando, assim, as propriedades naturais do açaí.
MonaVie
www.monavie.com.br
Nas festas juninas o amendoim é ingrediente certo, por isso a PRO TESTE Associação de Consumidores avaliou oito marcas do japonês e cinco do produto cru para descobrir as melhores opções e as que se devem evitar. Foram encontrados altos teores de aflatoxina em um amendoim cru (Kisabor). Também se constatou erro de classificação vegetal em um dos produtos testados: o Nippon, que tem padrão de qualidade abaixo da que diz ter. Porém, entre as demais marcas, há boas opções.
O nível de contaminação verificado é dez vezes maior do que a lei brasileira permite. O problema não se repetiu em outros lotes testados do mesmo produto, mas o fato de haver um lote com um nível tão alto de contaminação é motivo para muita preocupação.
A PRO TESTE solicitou à agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Ministério da Agricultura a interdição e o recolhimento do mercado do lote 03073 do amendoim cru da Kisabor. A Agência prometeu que vai tomar providências.
A aflatoxina é uma toxina proveniente de fungos. Ela é perigosa para a saúde e potencialmente cancerígena. A substância tem efeito cumulativo no organismo e, quando consumida em doses elevadas, pode causar sérios danos à saúde, como cirrose, hepatite B e hemorragia nos rins. Na gravidez, a aflatoxina pode causar mutações no feto.
A legislação caracteriza, corretamente, os produtos com aflatoxina em excesso como impróprios para o consumo. Mas, com base no que a PRO TESTE encontrou, fica claro que há falhas no controle dos produtos comercializados no Brasil.
O controle e a fiscalização desse tipo de problema precisam ser rígidos. Em 2007 a União Europeia intensificou o controle sobre os amendoins e seus derivados originários do Brasil devido ao risco de contaminação por aflatoxina.
Não é a primeira vez que a PRO TESTE encontra aflatoxina em produtos com amendoins como ingrediente. Num teste de paçocas, divulgado em maio de 2004, encontrou duas marcas com contaminação por aflatoxina. Na ocasião, também foram alertadas as autoridades e nada foi feito. Desta vez, o cenário parece ser outro.
No amendoim japonês foi constatado que os produtos não apresentam excesso de sal. Nenhum chega a ultrapassar 15% do limite diário de consumo para um adulto - o que é aceitável para um lanchinho.
As marcas testadas foram Agtal; Chinezinho; Dori; Dr. Oetker; Hikari; Iracema; kisabor; Mendorat; yoki e Nippon. A avaliação completa está na revista PRO TESTE de junho que é distribuída exclusivamente aos associados da entidade e, no site www.proteste.org.br.
Tomate, alface, cenoura, cebola, pimentões, pepinos, abóboras e tantas outras hortaliças compõem o prato dos brasileiros. Mesmo assim, o consumo é ainda muito baixo: estima-se 30 kg por pessoa por ano contra mais de 100 kg por pessoa por ano na Europa e Ásia. O baixo consumo tem reflexos na saúde. Muitas doenças poderiam ser evitadas consumindo as diferentes vitaminas, sais minerais e outros nutrientes expressos por meio das suas mais variadas cores. Muitas ajudam no combate a obesidade e as doenças derivadas dela, como pressão alta e diabetes; doenças cardiovasculares, câncer, etc. Nutricionistas pelo país afora tem informado sobre os benefícios à saúde. A obesidade, por exemplo, já traz problemas para o brasileiro, que consome três vezes menos hortaliças e frutas ao dia do que as 400 g por pessoa por dia recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. A expectativa é que com a mudança da dieta alimentar do consumidor brasileiro, que já começou a reduzir a ingestão de produtos calóricos, substituindo-os por dieta mais ricas em fibras, vitaminas, sais minerais, todos facilmente encontrados em hortaliças (verduras e legumes) e frutas, haja a diminuição da doença. A adoção desta dieta pode reduzir as mortes devido a câncer na ordem de .20%, segundo o Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer. Para contribuir com a alteração deste panorama, várias iniciativas têm sido adotadas com o objetivo de aumentar o consumo de hortaliças e frutas pelos Ministérios da Saúde, Educação e Agricultura, câmaras setoriais e diversas entidades em diferentes setores.
Associações, pesquisadores, institutos, câmaras setoriais têm desenvolvido e colocado em prática projetos para incentivo ao consumo. Desde o início da cadeia produtiva de hortaliças, estes mesmos profissionais tem atuado para esclarecer e orientar produtores em temas tão diversos, que vão desde técnicas de manejo e gerenciamento da produção, como a importância da adequação às normativas que envolvem o segmento. O setor também atua em tornar tais legislações mais coerentes e de fácil aplicação. Trabalham ainda para suprir lacunas em assistência técnica, oferecendo treinamento em boas práticas agrícolas, como a aplicação correta e segura de defensivos, já que a principal dificuldade enfrentada é o pequeno leque de produtos agroquímicos registrados e autorizados para o uso em hortaliças. Nesse sentido, o setor tem trabalhando assiduamente na viabilização do registro dos produtos atualmente empregados pelos produtores, o que poderia evitar resultados como os divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 17 de abril passado.
Com relação a tais resultados, toxicologistas e pesquisadores avaliam a divulgação da Agência como válida para monitorar a produção de certas hortaliças e legumes; porém, não deve refletir na queda do consumo de tais produtos, já que os pesticidas geralmente empregados não têm efeito cumulativo. É importante que a população esteja alerta sobre os resíduos possivelmente presentes nas hortaliças e legumes; porém, os consumidores também devem ser orientados sobre a melhor maneira de consumir tais produtos. Não se deve deixar de comê-los, já que os riscos que as presenças dessas quantidades de resíduos significam são muito menores que os riscos que uma pessoa corre se deixar de se alimentar corretamente. Deve-se apenas higienizar bem os produtos, com água e sabão.
Além disso, outro importante avanço verificado nos últimos anos para garantir a segurança alimentar é a rastreabilidade implantada pelas grandes redes de varejo, garantindo a origem dos produtos e também a certificação das boas práticas agrícolas aplicadas ao longo do ciclo produtivo, no controle de pragas e doenças.
É importante ressaltar que o mercado de hortaliças é altamente diversificado, com mais de 80 espécies e uma grande segmentação, devido a diferentes tipos de produtos. Reúne mais de 700 mil produtores, que geram cerca de quatro a seis empregos diretos por hectare e perto de 3 milhões de empregos diretos.
Mesmo diante das últimas notícias apresentadas pela mídia envolvendo a Anvisa e os pimentões, tomates, cenouras e outros vegetais, o consumo de legumes e hortaliças continua sendo demasiado importante, já que seus benefícios são imensuráveis ao país e aos consumidores, gerando emprego e renda, além de saúde para todos nós.
A apigenina - que pode ser encontrada em frutas e legumes - acaba de ganhar função reconhecida no complemento à quimioterapia. É que a substância potencializa a ação da proteína p53, que desempenha importante papel na resposta celular, reforçando a ação do tratamento medicamentoso do câncer. A afirmativa vem de estudo desenvolvido pela Universidade da Califórnia, em Riverside (EUA).

"A quimioterapia tem o objetivo de combater as células cancerígenas, mas a resposta é própria de cada paciente. Dessa forma, todas as medidas que reforcem o tratamento são bem-vindas, desde que cientificamente validadas. É importante ainda compreender que até o momento não há tratamento substituto para a quimioterapia, apenas complementar", destaca o oncologista Murilo Buso, diretor do Centro de Câncer de Brasília. O médico lembra que a apigenina é encontrada na maçã, na uva, na cereja, na alcachofra, no manjericão, no aipo e nas nozes, entre outros alimentos.
EVIDÊNCIAS NA PREVENÇÃO
Enquanto pesquisas começam a atestar a função da nutrição no combate ao câncer, seu papel na prevenção já está mais que confirmado. A conservação, o preparo e a quantidade dos alimentos consumidos são fatores diretamente ligados à incidência da doença. Alguns tipos de alimentos, se consumidos regularmente durante longos períodos parecem fornecer o tipo de ambiente que uma célula cancerosa necessita para surgir, se multiplicar e se disseminar - especialmente aqueles ricos em gorduras, como carnes vermelhas, frituras, molhos com maionese, leite integral e derivados, bacon, presuntos, salsichas, lingüiças, mortadelas, entre outros.
Existem também os alimentos que contêm níveis significativos de agentes cancerígenos, como os nitritos e nitratos usados para conservar picles, salsichas, outros embutidos e alguns tipos de enlatados. Tais substâncias transformam-se em nitrosaminas no estômago e essas, por sua vez, têm ação carcinogênica potente. Já os defumados e churrascos são impregnados pelo alcatrão proveniente da fumaça do carvão, o mesmo encontrado na fumaça do cigarro. Os alimentos preservados em sal - carne-de-sol, charque e peixes salgados - também estão relacionados ao desenvolvimento de câncer de estômago.
O tipo de preparo também influencia os riscos de câncer. Ao fritar, grelhar ou preparar carnes na brasa a temperaturas muito elevadas podem ser criados compostos que aumentam o risco de câncer de estômago e de reto. "Alimentos que facilitam a digestão, dividir as refeições em pequenas porções e evitar alimentos gordurosos são dicas importantes para quem passa pelo tratamento quimioterápico e para quem pretende seguir hábitos saudáveis ao organismo", orienta Dr. Buso.
Pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos, em Sobral, CE, desenharam uma estratégia para aumentar o teor de ácido linoléico conjugado (CLA) no leite de cabra. As pesquisas mostram que esse ácido graxo, produzido naturalmente por ruminantes, pode ajudar a reduzir os índices de colesterol e glicose no sangue. A iniciativa faz parte do projeto Alimentos Funcionais da Embrapa.

De acordo com o pesquisador Marco Bomfim, da Embrapa Caprinos e Ovinos, o trabalho começa com a mudança na dieta dos animais. Um grupo de cabras está sendo alimentada com uma ração composta por óleo de soja e forragem verde. Com isso, o leite rico em nutrientes ganha também moléculas com potencial funcional.
A etapa seguinte é comprovar os efeitos funcionais. Pesquisadores em nutrição humana e biomedicina das Universidades Federais de Pernambuco, da Paraíba e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro vão submeter camundongos normais e outros com altos índices de colesterol e glicose no sangue a uma dieta com a gordura de leite de cabra enriquecido com CLA. "Os resultados poderão indicar em qual medida o enriquecimento do leite com CLA poderá contribuir para a melhoria da dieta da população", explicou Bomfim.
Em Sobral (CE), os pesquisadores constataram o ganho de CLA no leite numa estação experimental. Agora, o desempenho será verificado em escala maior graças a parceria com a Caprilat, uma indústria de laticínios de Nova Fribrugo, cidade que fica numa região do Rio Janeiro conhecida pela criação de caprinos e ovinos.
Depois de duas semanas de testes em Nova Friburgo, os pesquisadores coletarão amostras de leite neste final de semana para separação da gordura que entrará na composição de rações experimentais para ratos.
Bomfim integra a equipe do Projeto Alimentos Funcionais da Embrapa que estará reunida no Rio de Janeiro até quinta (11) para discutir o andamento das atividades que envolvem pesquisas com substâncias antioxidantes em frutas, fibras contidas em verduras e legumes e ácidos graxos de sementes, leite e peixes.
Para a pesquisadora Sonia Couri, da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro-RJ) que divide a liderança do projeto com a pesquisadora Damares Monte, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF), este encontro é importante para avaliar os avanços do projeto em 2008 e planejar as atividades de 2009.
Os nomes até variam, mas as dietas da moda têm sempre o mesmo objetivo: oferecer a fórmula mágica para perder, rapidamente, os quilos excedentes. Nessa busca desenfreada pelo padrão ideal de beleza, muitas pessoas cometem excessos que colocam em risco a saúde e o bem-estar. Com a proximidade do verão a busca por mudanças rápidas pode comprometer o organismo.

Exemplo disso é o elevado consumo de moderadores de apetite. Os brasileiros são os que mais utilizam medicações dessa ordem, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). De janeiro a julho deste ano, foram vendidos cerca de 170 milhões de cápsulas para emagrecer, isso só nas farmácias de manipulação. A endocrinologista Alessandra Fonseca, da Amil Brasília, explica que o uso dessa classe de medicação é recomendado apenas a pessoas com sobrepeso real, que não obtêm sucesso com dieta conjugada a atividade física. "Nesses casos, a prescrição e o estreito acompanhamento médico são essenciais", destaca a especialista.
Quando adotados sem orientação e acompanhamento os moderadores de apetite trazem bem mais riscos que benefícios. "Podem até colaborar para a redução do peso, mas também podem ocasionar perda de massa muscular, alteração do metabolismo, taquicardia, aumento da pressão arterial, insônia, entre vários outros problemas", adverte a médica. Para quem quer manter o peso saudável ou simplesmente fazer as pazes com a própria imagem Dra. Alessandra é enfática: "A receita é adotar um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada e exercícios regulares. Quem investe nessa dobradinha deixa o corpo em forma e, como bônus, ganha qualidade de vida e longevidade".
Dados da OMS atestam que há um bilhão de adultos com excesso de peso e cerca de 300 milhões com obesidade no mundo. No Brasil, 40% da população estão acima do peso. A médica Hermelinda Pedrosa, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, diz que essa situação deve-se ao crescente estímulo do consumo de produtos ricos em gordura e açúcar. "Hoje, há um grande apelo da para alimentos pouco nutritivos, a exemplo do fast food. Para mudar isso é necessário conscientização", enfatiza.
A baixa aderência ao tratamento de doenças crônicas, como o colesterol alto (dislipidemia), é um problema mundial que aumenta sua gravidade e incrementa substancialmente os gastos com saúde pública. O Projeto CORE, desenvolvido pelo Conselho Latino-Americano para Cuidado Cardiovascular (CLACC), tem como objetivo principal analisar as razões da alta taxa de desistência ao tratamento do colesterol e suas implicações.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que, em média, a cada 5 minutos ocorre uma morte por infarto do miocárdio no Brasil. Uma vez mantida a tendência atual, estima-se que em 2040 ocorrerá uma morte a cada 47 segundos. A realidade cardiovascular no Brasil é vista como alarmante no cenário mundial. O Ministério da Saúde revela que as doenças cardiovasculares são as que mais matam no nosso país, superando qualquer outra, inclusive câncer e AIDS. No entanto, não existe, entre os pacientes e população em geral, a real percepção em relação à gravidade da dislipidemia e suas conseqüências.
"A aderência ao tratamento da dislipidemia no Brasil é muito baixa", afirma o Prof. Dr. Andrei C. Sposito, Presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia. O especialista explica que o fator econômico, custo alto dos medicamentos, poderia explicar este cenário. No entanto, existem ações para popularizar o tratamento e, mesmo assim, a aderência continua baixa. "O que pode ser melhorado é a informação que chega ao paciente", diz Dr. Sposito.
A dislipidemia, doença caracterizada por elevadas taxas de colesterol no sangue, é silenciosa, ou seja, não apresenta sintomas específicos e, conseqüentemente, não representa uma ruptura concreta na rotina dos indivíduos, não sendo reconhecida nem valorizada pelos pacientes como fator de risco à ocorrência de problemas graves, como por exemplo, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (derrame). Por este motivo, a conscientização é mais difícil.
Por meio de pesquisas com pacientes e médicos, o Projeto CORE aponta que o paciente não sabe ao certo as graves conseqüências que podem advir dos "escorregões" no tratamento; faltam informações mais detalhadas que realmente motivem a adesão do tratamento e quando comparam o problema com outras doenças que trazem consigo sintomas, tendem a achar que a dislipidemia é menos grave ou que está sob controle. No geral, os pacientes acreditam que são bem sucedidos no tratamento.
Em relação à aderência, é mais comum a não adesão às mudanças no estilo de vida do que o abandono ao tratamento medicamentoso. Porém, entre os abandonos do tratamento medicamentoso os principais motivos são que os pacientes que fazem dieta se sentem bem e, assim, acreditam que podem parar com a medicação; pacientes com outras patologias associadas, cansados de tomar muitos medicamentos, elegem justamente o de colesterol para deixar de tomar; pacientes que não sentem nada e fazem o tratamento mais por pressão da família do que vontade própria e a falta de conscientização sobre a cronicidade e gravidade da dislipidemia.
Para o Dr. Sposito, a principal diferença entre os pacientes adeptos ao tratamento medicamentoso e os que abandonam é que os primeiros já foram de alguma forma sensibilizados sobre a importância dos medicamentos no controle das taxas de colesterol e as conseqüências da doença. Já os pacientes que abandonaram o tratamento acreditam, equivocadamente, que existem formas de controlar o colesterol que não a medicação.
O Diretor da Unidade Clínica de Lípides do Instituto do Coração (InCor), Prof. Dr. Raul Dias dos Santos Filho, explica que as pessoas deixam de fazer os tratamentos e, com isso, não previnem doenças do futuro. "O Projeto CORE se propõe a entender as falhas de adesão aos tratamentos indicados", diz o especialista.
Existem três pilares para a boa adesão dos pacientes, relata o Dr. Santos. O primeiro é a educação, ou seja, conscientização do paciente e do médico em relação ao tratamento de longo prazo; a disponibilidade do remédio e, por fim, programas de monitoramento e estímulo para saber se o paciente está se tratando corretamente.
"É necessário desmistificar a idéia de que o colesterol controlado é sinônimo de cura", complementa o Dr. Sposito. O tratamento deve ser mantido a longo prazo.
A tesofensina, substância desenvolvida e utilizada originalmente para o tratamento da Doença de Parkison e Mal de Alzheimer, provou ser mais eficaz que os atuais remédios que combatem à obesidade.

Recentes estudos feitos na Dinamarca, por cientistas da Universidade de Copenhague, comprovaram que os pacientes que recebiam doses de tesofensina perderam quase 13 quilos em seis meses. "Isto é o dobro da eficácia dos medicamentos usados atualmente, como a sibutramina e a rimonabante", exemplifica o nutrólogo Maximo Asinelli.
Asinelli explica que a tesofensina atua sobre certos neurotransmissores como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina, suprindo e diminuindo a sensação de fome. Desse modo o paciente come menos e tem menos vontade de beliscar fora das refeições, ajudando a emagrecer. Os efeitos colaterais que a tesofensina podem causar são de boca seca, insônia, náusea e diarréia. Uma grande dose pode aumentar a pressão arterial dos pacientes, motivo de preocupação, pois a obesidade muitas vezes pode estar ligada a problemas cardíacos ou diabete.
Porém, uma dose intermediária mostrou-se mais promissora, pois a perda de peso é quase a mesma e não há efeitos colaterais mais graves. "Ainda é preciso esperar mais testes para que a tesofensina esteja disponíveis nas farmácias", conclui o dona da farmácia X.
A comunidade científica tem retomado o debate sobre a relação do vinho e a qualidade de vida. Estudos desenvolvidos no mundo inteiro comprovam que ele, ingerido moderadamente, contribui para saúde e longevidade. O único problema é que nem todas as pessoas podem consumir bebidas alcoólicas, além de que a tolerância e resposta ao seu consumo é variável de organismo a organismo.

Por essa questão, o laboratório francês Bio Serae pesquisou uma forma mais segura e prática de se obter os benefícios do vinho e encontrou Resveravine, substância que mantém todas as propriedades do resveratrol (ativo que tem as propriedades benéficas da bebida), mas de forma mais potente."Resveravine combina as configurações trans-resveratrol e ?-viniferin, que são extraídas do caule da uva. Segundo estudos concluídos pelo Institudo Linus Pauling de Oregon (EUA), essas são formas de resveratrol mais bem aproveitadas pelo organismo, comparadas às comuns. Assim, Resveravine confere poder antioxidante, antiinflamatório e antiviral muito maior", afirma a farmacêutica Camila Estopa. "Além disso, é o único composto pelas mais ricas substâncias extraídas de Vitis vinifera, dando origem a um produto 100% natural", complementa.
Propriedades de Resveravine
Resveravine proporciona nível mais elevado de defesa contra os radicais livres, potencializa o crescimento celular normal e a manutenção dos níveis aceitáveis de LDL (colesterol ruim). "Além disso, devido à sua composição, Resveravine estimula a atividade normal do gene SIRT-1, presente em todos os seres vivos e considerado um dos mecanismos que controlam a longevidade, atuando também como um regulador universal do envelhecimento", complementa a farmacêutica.
Curiosidades
A substância resveratrol está presente em quase o dobro de concentração nos vinhos brasileiros, comparado aos vinhos de países como Portugal, Chile/Argentina, Grécia e Estados Unidos;
Apenas cinco a oito miligramas de Resveravine já oferecem a mesma quantidade de resveratrol contidos em dois copos de vinho tinto.
Resveravine é encontrado em farmácias de manipulação sob prescrição médica.
A retirada de grandes quantidades de gordura e o envolvimento de partes delicadas do corpo, como o tronco, fazem da lipoaspiração uma cirurgia que só deve ser praticada por cirurgiões plásticos que possuem o título da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. "Nas grandes lipoaspirações, assim como nas abdominoplastias, por conta da compressão abdominal podem ocorrer flebite, embolia gordurosa e principalmente o TEP (trombo embolismo pulmonar)", afirma o médico João de Moraes Prado Neto, presidente da SBCP-SP.

De acordo com Prado Neto, a idéia de que a lipoaspiração é uma cirurgia simples, está complementamente equivocada. Os exames pré-operatórios devem ser realizados e o hospital escolhido deve obedecer normas rígidas, como possuir equipamentos de anestesia atualizados e monitores multiparamétricos.
Além disso, a equipe anestésica deve ser habilitada, pois como em qualquer outra cirurgia há riscos do paciente apresentar complicações como, por exemplo, alergia ao anestésico e etc.
Continue lendo Imposição da magreza: risco de uma lipo vale a pena?