
Vamos falar do vinho que, seja tinto, branco, seco, semi-seco, rosado, espumante, suave ou fortificado, está sempre em alta, principalmente, no inverno. A ligação entre o consumo moderado de álcool e a redução de risco de ataque cardíaco pode ser em parte explicada pela relação do álcool no aumento do nível de HDL (colesterol bom).
A relação da uva com o coração sempre despertou curiosidade.
No final da década de 70, um estudo feito em vários países relacionou a mortalidade por doenças nas artérias coronárias, que irrigam o coração, com o vinho tinto. No entanto, os grandes amigos do coração são os flavanóides - substâncias que agem diretamente no fígado, inibindo a síntese de colesterol. Estes flavanóides atuam também como agentes antioxidantes, que diminuem a oxidação das moléculas do organismo, desacelerando os processos de envelhecimento.
Estudos recentes mostram que o consumo regular de produtos derivados da uva, incluindo o vinho tinto e suco de uva roxa, reduz o risco de eventos coronários e inibe a agregação plaquetária. Em pacientes com doença arterial coronariana (DAC), estas bebidas mostraram um efeito antioxidante potente, pois melhoraram a função endotelial, induziram a vasodilatação dos vasos arteriais e inibiram a oxidação do colesterol LDL. Essas propriedades antioxidantes são atribuídas à presença dos polifenóis na casca e sementes da uva (GIEHL et al, 2007).
Estudo, feito por pesquisadores da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, e publicado na revista científica PLoS One, revelou que não são necessárias doses altas de resveratrol, nutriente com propriedades antioxidantes encontrada no vinho, para que a substância tenha ação antienvelhecimento. Em baixas quantidades e consumido a partir dos 40 anos, já é possível obter os benefícios antiidade.
Outra descoberta é que o resveratrol, poderia evitar o depósito no cérebro das placas de proteína tóxicas, que levam os neurônios à morte, e, conseqüentemente causa a doença de Alzheimer.