Ao adotar um novo modo de ação para o tratamento e a prevenção de doença de Alzheimer, uma equipe de pesquisa, liderada pela Clínica Mayo (campus de Jacksonville, Flórida), constatou que determinados agentes químicos fármaco utilizados como medicamentos podem acelerar a destruição das proteínas beta-amilóide (beta-A), que formam placas no cérebro dos pacientes com a doença. Os pesquisadores afirmaram que seu estudo, publicado na edição de 22 de abril do jornal PLoS ONE, demonstra que a estratégia é uma alternativa viável e promissora ao modo de ação de medicamentos desenvolvidos até agora.
"Historicamente, tem se feito um grande esforço para bloquear a produção inicial da Beta A, para interromper o desenvolvimento da doença de Alzheimer, mas estamos mais interessados em saber o que ocorre com a beta-A depois que é produzida", explica o pesquisador-chefe do estudo, Malcolm Leissring, Ph.D., do Departamento de Neurociência da Clínica Mayo.
Novos Agentes Químicos - Os pesquisadores descobriram dois elementos químicos que podem acelerar a atividade de uma molécula, a enzima degradadora de insulina (IDE - insulin-degrading enzyme), que ajuda a destruir as proteínas beta-A produzidas no cérebro. Em experiências de laboratório, os cientistas da Mayo descobriram que um agente, chamado Ia1, aumentou a atividade da IDE em cerca de 700%, enquanto um segundo composto, o Ia2, aumentou a atividade da IDE em quase 400%.
"Esse estudo descreve as primeiras amostras de ativadores de pequenas moléculas sintéticas da IDE, demonstrando que a ativação dessa enzima com o uso de compostos fármaco-equivalentes é possível", diz Malcolm Leissring. "Se for possível desenvolver medicamentos, para uso humano, que estimulem a atividade da IDE, esses agentes poderão oferecer benefícios terapêuticos para o tratamento e a prevenção da doença de Alzheimer", ele afirma.
Como a IDE também destrói excessos de insulina no corpo - e esse é o papel principal que se conhece dela, os ativadores de pequenas moléculas também podem ser úteis no controle do diabetes, ele explica.
A A-beta é produzida quando uma proteína grande, conhecida como proteína precursora da amilóide (APP - amyloid precursor protein), é dividida em partes menores por outras enzimas, conhecidas como beta-secretase e gama-secretase.
Não se sabe muito sobre o que acontece com as proteínas Beta-A, depois que são produzidas, diz o pesquisador. O que se sabe é que essas proteínas, especialmente aquelas com um certo comprimento, são encontradas, apegadas umas as outras, em agrupamentos de placas nos cérebros de pacientes com a doença de Alzheimer. Por causa disso, os desenvolvedores de medicamentos têm seguido a estratégia de tentar inibir a divisão da APP pela beta-secretase e pela gama-secretase, argumentando que, se não houver produção das proteínas A-beta, não haverá formação de placas no cérebro. Mas, até o momento, esse e outros métodos não resultaram em terapias claramente benéficas.
Alternativamente, esse grupo de pesquisadores preferiu se concentrar no que acontece, no final das contas, com as proteínas Beta-A produzidas em um cérebro normal. Descobriram, para sua surpresa, que mais de 99% dessas proteínas é destruída imediatamente, conta Malcolm Leissring. "Normalmente, há um equilíbrio entre a produção e a eliminação da Beta-9 no cérebro", ele explica. "Não sabemos porque esse equilíbrio é distorcido em pessoas que desenvolvem a doença de Alzheimer, mas uma hipótese é a de que, conforme envelhecemos, a atividade das enzimas que destroem a Beta-A entra em declínio", diz.
A IDE foi a primeira enzima degradadora - ou protease - implicada nesse desequilíbrio, afirma o pesquisador. A enzima tem o formato de uma concha de marisco que abre e fecha, no jeito do "Pac-Man", o protagonista do bem conhecido videogame, ele diz. As proteínas BetaA se inserem dentro da enzima aberta, que então se fecha e as devora.
Nesse estudo, os pesquisadores examinaram dezenas de milhares de elementos químicos, buscando por aqueles que poderiam se ligar à IDE e modular sua atividade. Isso levou à descoberta e ao teste dos compostos Ia1 e Ia2.
O pesquisador afirma que as descobertas não sugerem que esses compostos devam ser testados em humanos; demonstram, de certa forma, que a ativação da IDE em um tubo de ensaio é possível e que mais trabalho é necessário nesse novo método. "A história que está surgindo, agora, é que o nível de atividade das enzimas degradadoras da Beta A podem exercer um papel significativo no desenvolvimento da doença da Alzheimer", afirma. "Agora, vamos trabalhar ativamente no capítulo seguinte", declara.
O estudo foi financiado por verbas dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA. A autora principal do estudo, Christelle Cabrol, da Universidade de Paris, participou de um programa da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida. A sua residência na Mayo foi patrocinada por uma doação do "The Unforgettable Fund", uma instituição de assistencial da Flórida. Entre os co-autores do estudo estão pesquisadores do "The Scripps Research Institute" e da "Harvard Medical School". O pesquisador Malcolm Leissring conduziu as pesquisas nessas instituições, antes de integrar a equipe da Clínica Mayo, em 2007.
Para mais informações sobre tratamento da doença de Alzheimer na Clínica Mayo, de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou escreva para intl.mcj@mayo.edu.
Se antes as pessoas procuravam cuidar da saúde apenas quando estavam doentes ou com qualquer tipo de enfermidades, hoje a preocupação com a saúde e o stress, decorrentes do agito e da correria do dia-a-dia das grandes cidades, tem levado cada vez mais à procurarem fontes alternativas à medicina tradicional, como os tratamentos em spas urbanos. Prova disso, é o crescimento do Buddha Spa, único spa urbano associado a ABC Spas, que foi de 18% em 2008.
Definidos como um "Oásis" de bem-estar e relaxamento onde é possível encontrar um momento de descanso, sem precisar gastar muito tempo ou se deslocar de seu trajeto diário, o Buddha Spa oferece tratamentos capazes de proporcionar uma experiência diferenciada. Além de apresentar algumas formas características de atendimento e receptividade como, por exemplo, ambiente especial, atendimento diferenciado e atendimento terapêutico.
O ambiente de um spa pode remeter a sensações completamente diferentes daquelas encontradas no seu dia-a-dia, com vários temas de decoração e ambientação, entre eles: templos indianos e japoneses, jardins orientais, detalhes de culturas estrangeiras, ambientes de praia e de campo, aromas diferenciados, móveis característicos, entre outros.
Logo na entrada do spa já é possível sentir uma sensação de paz. A pronta receptividade, a explicação dirigida e detalhada e o serviço completo, faz com que o cliente entre no clima de relaxamento, deixando do lado de fora todo o agito e stress do dia-a-dia, e sinta-se a pessoa mais importante do mundo. Outro diferencial está no atendimento terapêutico especializado. Neste caso, são indicadas terapias corporais, aplicadas por profissionais treinados e altamente qualificados, nas diferentes técnicas e serviços apresentados. Entre os serviços oferecidos nos spas urbanos estão os tratamentos individualizados especializados e dirigidos, realizados por um maior período de tempo, onde o cliente é convidado a conhecer as diversas formas de tratamento corporal, banhos e alimentação complementar, com o objetivo de se sentir totalmente renovado física e mentalmente.
Entre os exemplos de tratamentos/terapias estão: shiatsu, massagem ayurvédica, massagem de pedras quentes, reflexologia, alongamento e acupuntura. Grande parte dessas terapias alternativas tem, dentre outras funções, prevenir no tratamento da saúde.
Conheça um pouco mais sobre cada tratamento/terapia:
- Shiatsu: trabalha a pressão dos dedos nos meridianos do corpo, normalizando o fluxo de energia e equilibrando as funções vitais do organismo. É indispensável no processo de combate a doenças.
- Massagem Ayurvédica: técnica indiana que trabalha o equilíbrio conjunto do corpo. Massagem profundamente relaxante que atua no campo físico e energético, tendo como função purificar e manter a saúde corporal. Age nos sistemas: linfático (desintoxicando o organismo), circulatório (aumentando a produção de glóbulos brancos, nutrição e oxigenação celular) e energético (reequilibra o chakra e atua nos sete corpos - desfazendo bloqueios emocionais).
- Massagem de Pedras Quentes: consiste na utilização de pedras vulcânicas e sedimentares (quentes e frias) como veículos para massagem corporal. Melhora as funções orgânicas, recupera a energia e elimina o estresse.
- Reflexologia: técnica realizada através da aplicação de pressões em pontos dos pés que refletem os órgãos internos. É indicada para aliviar tensões, ativar a circulação e aumentar a vitalidade do corpo.
- Alongamento: movimentos realizados para aumentar a flexibilidade muscular. Proporciona maior elasticidade e agilidade ao corpo, além de prevenir lesões.
- Acupuntura: terapia milenar chinesa que fortalece a energia vital e auxilia no reequilíbrio físico, mental e emocional. Utiliza agulhas e/ou moxa para a estimulação cutânea com o objetivo de reequilibrar o organismo.
Dr. Ricardo Teixeira
É bem reconhecido que as estatinas são as medicações mais eficazes para reduzir os níveis de colesterol. Entretanto, até 10% das pessoas que usam essa classe de medicamentos pode apresentar fraqueza e dor muscular ao ponto de não suportar a continuidade de seu uso.
O fermento de arroz vermelho é um suplemento dietético usado na China há vários séculos e que já tem comprovada ação na redução dos níveis de colesterol. Poderia ser uma saída para as pessoas que precisam baixar o colesterol, mas que não toleraram os efeitos colaterais das estatinas. Os princípios ativos responsáveis por sua ação terapêutica são formas naturais de estatinas (monacolinas), e teoricamente poderiam causar as mesmas dores musculares que seus equivalentes sintéticos.
Uma pesquisa recém-publicada pelo periódico científico Annals of Internal Medicine não só confirmou que o fitoterápico é capaz de reduzir os níveis de colesterol, mas que ele também é bem aceito por indivíduos que precisaram parar o uso de estatinas devido a dores musculares. Foram estudados sessenta e dois pacientes que interromperam o uso de estatinas por causa de dores musculares. Todos foram submetidos a um programa de educação alimentar e atividade física. Metade deles usou três cápsulas diárias de 600 mg de fermento de arroz vermelho por 24 semanas e a outra metade recebeu cápsulas de placebo. Aqueles que usaram o fitoterápico não apresentaram mais efeitos colaterais que o placebo e tiveram uma redução tanto nos níveis de colesterol total com também do LDL, o colesterol ruim.
Os resultados da pesquisa, apesar de não serem definitivos, são muito promissores. Os elevados níveis de colesterol são responsáveis por boa parte dos casos de infarto do coração e derrame cerebral e o fermento de arroz vermelho parece ser uma boa alternativa para quem não tolera os efeitos colaterais das estatinas.
:: Dr. Ricardo Teixeira é Doutor em Neurologia pela Unicamp. Atualmente, dirige o Instituto do Cérebro de Brasília (ICB)
Quanto mais a ciência evolui , mais se adquire conhecimento sobre novas substâncias que a natureza coloca a disposição para que nosso organismo funcione mais e melhor.
É com base nestes conhecimentos que o INBRAVISA - Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária faz uma recomendação para o uso de uma destas substâncias: a quercetina.
A quercitina uma substância que tem potente atividade antioxidante, isto é, a capacidade de anular os radicais livres, moléculas que prejudicam e envelhecem as células.
A boa notícia é que a quercetina é encontrada numa fruta muito comum e saborosa: a maçã! Isto mesmo. A maçã é uma fruta rica em quercetina.
Especialistas recomendam que se consuma ao menos uma mação ao dia para que o organismo tenha os benefícios desta substância. É claro que existem outros alimentos que possuem esta substância , mas a maçã, por ser uma fruta relativamente barata a acessível a maioria das pessoas é uma ótima fonte de quercitina
Pesquisas demonstram que a aplicação de uma solução com 1% de quercetina aplicada na pele de camundongos foi capaz de barrar os malefícios dos raios solares.
Enquanto novo remédio não é produzido em escala industrial não custa comer uma maçã ao dia, recomenda o INBRAVISA - Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária.
Praticar exercícios físicos diários ou intensamente é bastante saudável, porém eles causam estresse oxidante que resulta em inflamação nos músculos e dores. SupraSoy pode ajudar na recuperação dos músculos entre outros benefícios.
Comum entre os que adoram praticar exercícios físicos, treinamento e musculação, são as queixas sobre dores musculares. Os exercícios físicos são bastante saudáveis, porém quando realizados intensamente, no caso de competidores, atletas e esportistas criam um estresse oxidante que resulta em inflamação nos músculos, formação de radicais livres e conseqüentemente dores. Com ação restauradora, pesquisada desde 1988, uma das alternativas para a aceleração da recuperação dos músculos após os treinos são as proteínas de soja. Para oferecer este nutriente tão importante, uma opção é a linha SupraSoy. Elaborada com proteína isolada de soja (portanto, sem lactose nem colesterol), com alto teor de isoflavonas, excelente equilíbrio de ômega 3 e 6, livre de gordura trans e conservantes, e enriquecida com vitaminas (A, B2, B5, B6, B12, D e E) e minerais (cálcio, zinco, sódio, ferro, fósforo, iodo, magnésio e potássio), entre outros nutrientes essenciais para a saúde. Vale lembrar que a linha SupraSoy é fabricada pela Josapar, empresa que está há 86 anos no mercado e é detentora de produtos como o Arroz Tio João e Feijão Biju.
Como funciona?
Durante os treinos aumenta a necessidade de proteínas no organismo e a proteína de soja pode ser usada também como uma fonte de proteína de alta qualidade, capaz de fornecer aminoácidos essenciais necessários para o desenvolvimento físico e muscular. A proteína de soja contém maiores quantidades dos aminoácidos anabólicos - Arginina e Glutamina - quando comparadas às proteínas do trigo, do leite, dos ovos e da carne. Além disso, a proteína de soja apresenta grandes quantidades de aminoácidos de cadeia ramificada (Isoleucina, Leucina e Valina). A Arginina estimula a liberação de hormônios anabólicos que promovem a formação muscular e auxilia na redução do estresse fisiológico dos atletas, além de melhorar a saúde dos vasos sanguíneos e aumentar a função imunológica. Já a Glutamina auxilia na manutenção da hidratação celular e evita o aumento excessivo do ácido lático que ocorre durante o exercício.
A proteína isolada de soja também apresenta um fitoestrogênio importantíssimo para a saúde - a isoflavona - que produz efeito antioxidante, que ajuda a diminuir a dor e a inflamação dos músculos, favorecendo o rápido retorno dos atletas aos treinos, além de ajudar na prevenção de diversos cânceres como o de próstata e mama.
Para aqueles que gostam de malhar e ao mesmo tempo buscam a perda de peso, SupraSoy também é uma excelente opção, porque a proteína isolada de soja promove o ganho da massa muscular. Um recente estudo comparou o consumo de proteínas do soro de leite com suplementos à base de proteína isolada de soja em esportistas por nove semanas. Os dois grupos apresentaram ganho de massa muscular, mas o que se alimentou somente com soja obteve o benefício adicional de preservar a função oxidante.
Além do alimento em pó disponível nos sabores Sem Lactose original, original Light, Banana, Fibras, Iogurte, Light com Fibras, Chocolate e Light Chocolate, a linha SupraSoy oferece as barras de proteínas (com 7 gramas de proteína isolada de soja), que são práticas, fáceis de carregar e podem ser consumidas em qualquer lugar.
Dormir mal é mais comum do que se pode imaginar. Atualmente, cerca de um terço da população brasileira sofre com distúrbios do sono. Dores de cabeça pela manhã, sonolência excessiva durante o dia, insônia, bruxismo e apnéia são sintomas alarmantes que, caso o distúrbio não seja tratado, pode acarretar, entre outros problemas, perda e redução de memória, impotência sexual, dificuldade de concentração, alteração de humor e predisposição a outras doenças.
A Universidade Nove de Julho - UNINOVE, desde o ano passado presta atendimento no Laboratório do Sono com uma equipe de professores e pesquisadores das áreas médica, fisioterapêutica e odontológica, preparada para atender de 10 a 15 pacientes por semana. A cada noite, dois leitos são disponibilizados para que os pacientes sejam monitorados por meio de eletrodos e sensores e, durante o dia, a clínica presta atendimento ambulatorial.
O tratamento prestado pela Universidade, por meio do Mestrado em Ciências da Reabilitação, é inteiramente gratuito e focado em pacientes com distúrbios cardiorrespiratórios do sono (Bruxismo do Sono, Apnéia Obstrutiva do Sono, Ronco Primário, Apnéia Central do Sono, Respiração de Cheyne Stokes e Síndrome da hipoventilação), Obesidade e/ou Obesidade Mórbida com indicação à Cirurgia Bariátrica, e pacientes portadores de sequelas de poliomielite (paralisia infantil).
"Além de beneficiar a comunidade, que pode ter acesso a um exame sofisticado e o diagnóstico de uma doença até então desconhecida, o estudo dos distúrbios do sono na UNINOVE, única universidade privada a prestar esse tipo de serviço no Brasil, é fundamental para o desenvolvimento de alunos de graduação, pós-graduação e professores que podem ter contato com pacientes tanto durante o exame, quanto no acompanhamento terapêutico, tendo assim, uma formação adequada para a qualificação profissional", afirma o diretor do Mestrado em Ciências da Reabilitação, Prof. João Carlos Ferrari.
Como é feito o estudo do sono?
É necessário que o paciente durma uma noite em um quarto/laboratório totalmente preparado para o monitoramento cardíaco, função respiratória, temperatura, movimento dos olhos, cabeça, boca e corporal, por meio de sensores e eletrodos. Assim, cada estágio do sono será avaliado. Esta é a técnica conhecida como polissonografia, a mais importante utilizada no diagnóstico dos distúrbios do sono.
Para se inscrever para a triagem do Laboratório do Sono da UNINOVE é necessário que os pacientes se enquadrem nos protocolos de pesquisa que são realizados pelos professores pesquisadores junto ao laboratório. Para isso, os interessados necessitam fazer o agendamento, pelo telefone 3665-9325.
Laboratório do Sono - UNINOVE
Onde: Av. Francisco Matarazo, 612, Água Branca, São Paulo
Quando: segunda a sexta feira
Horário: 9 às 19h
Informações: (11)3665-9325
Gratuito
Nas festas juninas o amendoim é ingrediente certo, por isso a PRO TESTE Associação de Consumidores avaliou oito marcas do japonês e cinco do produto cru para descobrir as melhores opções e as que se devem evitar. Foram encontrados altos teores de aflatoxina em um amendoim cru (Kisabor). Também se constatou erro de classificação vegetal em um dos produtos testados: o Nippon, que tem padrão de qualidade abaixo da que diz ter. Porém, entre as demais marcas, há boas opções.
O nível de contaminação verificado é dez vezes maior do que a lei brasileira permite. O problema não se repetiu em outros lotes testados do mesmo produto, mas o fato de haver um lote com um nível tão alto de contaminação é motivo para muita preocupação.
A PRO TESTE solicitou à agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Ministério da Agricultura a interdição e o recolhimento do mercado do lote 03073 do amendoim cru da Kisabor. A Agência prometeu que vai tomar providências.
A aflatoxina é uma toxina proveniente de fungos. Ela é perigosa para a saúde e potencialmente cancerígena. A substância tem efeito cumulativo no organismo e, quando consumida em doses elevadas, pode causar sérios danos à saúde, como cirrose, hepatite B e hemorragia nos rins. Na gravidez, a aflatoxina pode causar mutações no feto.
A legislação caracteriza, corretamente, os produtos com aflatoxina em excesso como impróprios para o consumo. Mas, com base no que a PRO TESTE encontrou, fica claro que há falhas no controle dos produtos comercializados no Brasil.
O controle e a fiscalização desse tipo de problema precisam ser rígidos. Em 2007 a União Europeia intensificou o controle sobre os amendoins e seus derivados originários do Brasil devido ao risco de contaminação por aflatoxina.
Não é a primeira vez que a PRO TESTE encontra aflatoxina em produtos com amendoins como ingrediente. Num teste de paçocas, divulgado em maio de 2004, encontrou duas marcas com contaminação por aflatoxina. Na ocasião, também foram alertadas as autoridades e nada foi feito. Desta vez, o cenário parece ser outro.
No amendoim japonês foi constatado que os produtos não apresentam excesso de sal. Nenhum chega a ultrapassar 15% do limite diário de consumo para um adulto - o que é aceitável para um lanchinho.
As marcas testadas foram Agtal; Chinezinho; Dori; Dr. Oetker; Hikari; Iracema; kisabor; Mendorat; yoki e Nippon. A avaliação completa está na revista PRO TESTE de junho que é distribuída exclusivamente aos associados da entidade e, no site www.proteste.org.br.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são responsáveis por um terço de todas as mortes de mulheres no mundo, com 8,5 milhões de óbitos por ano, mais de 23 mil mortes por dia. Entre as brasileiras, principalmente nas de mais 40 anos, chegam a representar 30% das incidências de morte - a mais alta taxa da América Latina -, número que supera o índice de mortalidade dos tumores de útero e mama somados, tão temidos no universo feminino.
Muitas mulheres nem desconfiam de possíveis problemas, pois existe um enorme desconhecimento sobre a prevenção e o diagnóstico, causado por motivos culturais ou pelo fato homens e mulheres apresentarem sintomas tão diferentes. Para preencher esta lacuna, os cardiologistas Otavio Gebara e Raul Dias dos Santos, considerados autoridades no assunto - lançam o livro "Coração de Mulher", editado pela revista SAÚDE! da Editora Abril, que chega ao mercado no final de maio.
A primeira publicação brasileira destinada a tratar exclusivamente do coração "delas" aponta de que maneira a hipertensão, o diabete e o tabagismo, carrascos das coronárias (artérias do coração), exercem um impacto bem maior nas mulheres. Muitos fatores de risco - como pílulas anticoncepcionais, menopausa precoce e hipertensão - têm influência diferente nelas, às vezes de maneira bem mais traiçoeira. Além disso, os hábitos alimentares e as múltiplas jornadas para dar conta de todos os papéis - mãe, profissional, esposa, dona-de-casa e amiga - tornam as mulheres mais sujeitas aos problemas cardiovasculares.
Dividido em 19 capítulos, "Coração de Mulher" além de mostrar as manifestações das doenças cardiovasculares nas mulheres, orienta no combate às causas, como sedentarismo, alimentação e ainda como fazer um teste personalizado, que estima o risco cardíaco e vale para todas as idades.
Sobre os autores
Dr. Otávio Gebara - Formado pela Faculdade de Medicina da USP em 1986, fez pós-graduação no Institute for Prevention of Cardiovascular Disease da Harvard Medical School em Boston nos EUA (1992 a 1995) e doutorado no InCor da Faculdade de Medicina da USP (1996). É Professor Livre Docente em Cardiologia da USP (título em 2005), diretor de cardiologia do Hospital Santa Paula e Líder da Cardiologia do Grupo Amil de São Paulo. Coordenou a Diretriz Brasileira de Prevenção de Doenças Cardiovasculares em Mulheres da Sociedade Brasileira de Cardiologia e tem 40 artigos em revistas internacionais e 25 nacionais publicados nessa área.
Dr. Raul Dias dos Santos - Formado pela Escola Paulista de Medicina em 1986, com residência em clínica médica no HC e em cardiologia no Instituto do Coração (InCor). Possui Mestrado e Doutorado em Ciência dos Alimentos pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. É Professor Livre-Docente em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP; diretor da Unidade Clínica de Lípides do InCor- HCFMUSP; Presidente do Capítulo Latino Americano da Coronary Heart Disease Prevention Taskforce 2007-2008. Possui cerca de 50 trabalhos publicados em revistas científicas nacionais e internacionais com revisão de pares nas áreas de cardiologia e prevenção.
SERVIÇO: Livro: "CORAÇÃO DE MULHER"
Autores: Otavio Gebara e Raul Dias dos Santos
Editora: Abril - Preço: 24,90
Páginas: 186 - Formato: 13,5 x 20,5
Lançamento: 29 de Maio de 2009
Vendas: Bancas e livrarias do Brasil; pelo site (loja Abril www.lojaabril.com.br) e pelo telefone: (11) 4003-3222
Atendimento ao leitor: saude.abril@atleitor.com.br
Dr. Ricardo Teixeira
Um estudo recém-publicado pelo periódico especializado Pediatrics, jornal oficial da Academia Americana de Pediatria, revela que os adolescentes que passam mais tempo ligados às mídias eletrônicas estão dormindo menos à noite, estão tendo mais sonolência diurna, além de estarem consumindo mais cafeína.
Pesquisadores americanos estudaram 100 adolescentes com idades entre 12 e 18 anos quanto ao consumo de bebidas cafeinadas, hábitos de uso de mídia eletrônica durante a noite (ex: TV, internet) e padrão de sono. No grupo estudado, 66% tinha TV e 30% um computador dentro do quarto, 90% tinha telefone celular e 79% um aparelho de MP3. Após as 9h da noite, 82% dos adolescentes assistia à TV, 34% escrevia mensagens de texto, 44% falava ao telefone, 55% estava conectado à internet, 24% jogava games no computador, 36% assistia a filmes e 42% ouvia música nos MP3 portáteis. Uma média de 1-2 horas era usada em cada uma dessas atividades.
A pesquisa ainda revelou que 80% dos adolescentes estudados dormia menos de 8 horas por noite, abaixo do número de horas recomendado para a idade que é de 8 a 10 horas. Além da privação voluntária do sono, outros fatores podem contribuir para o sono mais curto desses adolescentes. O excesso de exposição noturna à luz da TV e/ou do monitor do computador pode levar a uma redução da produção de melatonina, que por sua vez pode dificultar o sono. Além disso, a relação entre a privação de sono e consumo de cafeína é um ciclo vicioso. Ao dormir menos, o adolescente usa mais cafeína para combater a sonolência diurna, substância que sabidamente pode provocar insônia.
Pesquisas robustas já haviam demonstrado que os adolescentes têm dormido cada vez menos ao longo das últimas décadas. Além da exposição à mídia eletrônica e cafeína, os adolescentes ainda são expostos a outros fatores de estresse que podem estar contribuindo para que eles durmam menos, como por exemplo, a pressão por um brilhante desempenho acadêmico. O presente estudo também mostrou que essa privação de sono aumenta o nível de cochilos na escola, mas os efeitos vão muito além disso. Sabe-se que crianças e adolescentes que dormem pouco têm maior risco de depressão, obesidade, alergias e exacerbação de crises de asma.
:: Dr. Ricardo Teixeira é Doutor em Neurologia pela Unicamp. Atualmente, dirige o Instituto do Cérebro de Brasília (ICB)
A tireóide é uma glândula endócrina de formato semelhante a uma borboleta, localizada na região anterior do pescoço, que produz os hormônios tiroxina (T4) e triiodotironina (T3). Estes hormônios têm um importante papel em manter o metabolismo e o funcionamento normal do organismo. As alterações tireoidianas mais comuns são da função, como o hipertireoidismo (aumento da função) e o hipotireoidismo (diminuição da função) ou anatômicas, representadas pelo bócio, que é o aumento da glândula. Este pode ser de toda a tireóide - bócio difuso - ou sob a forma de nódulos - bócio nodular. Além disso, podem ocorrer com menos frequência, inflamações e infecções.
No hipertireoidismo, ocorre aumento da produção hormonal e o corpo funciona de forma acelerada. Os principais sintomas são: palpitações, nervosismo, insônia, sudorese e pele quente, tremores das mãos, perda de peso e aumento das evacuações, entre outros sintomas.
Ao contrário, no hipotireoidismo, a produção de hormônios tireoidianos está diminuída, o organismo tem as funções lentificadas e isto se manifesta através de sintomas como desânimo, sonolência, diminuição da memória, cãimbras, edema (inchação), queda de cabelos, pele seca e constipação intestinal, entre outras. Deve-se lembrar que os sintomas acima podem ocorrer em outras doenças e que, por outro lado, pode existir alteração da função da tireóide, sem sintomas e sinais evidentes.
O bócio pode ocorrer em uma glândula que funcione normalmente ou estar associado às doenças que levam ao hipertireoidismo ou ao hipotireoidismo. Pode haver aumento de toda a glândula (bócio difuso) ou a formação de nódulos (bócio nodular). Esses nódulos podem ser de tamanho pequeno ou grande e únicos ou múltiplos. A maior parte deles é benigna, mas nódulos malignos, ainda que em menor proporção, também são observados.
Em todas as idades pode ocorrer doença tireoidiana: nos recém-nascidos o hipotireoidismo congênito ocorre em cerca de um caso para cada três mil a quatro mil nascimentos. Na infância e puberdade a alteração mais frequente é o bócio difuso. Nos adultos, além do hiper e do hipotireoidismo, pode-se encontrar nódulos em 4% da população. Nas grávidas, as tireoidopatias são as doenças endócrinas mais frequentes e, após o parto, 10% podem apresentar a tireoidite pós-parto, que se manifesta com hipertireoidismo ou hipotireoidismo. Nos idosos os sinais de hipotireoidismo ou de hipertireoidismo podem ser confundidos com outras alterações encontradas nesta idade e, neste grupo, a tireóide é propensa a apresentar mais nódulos.
As doenças da tireóide ocorrem em ambos os sexos, no entanto, são de 5 a 10 vezes mais frequentes nas mulheres do que nos homens. Por isso a recomendação para que se faça uma triagem para disfunção tireoidiana, através da dosagem do hormônio TSH, a partir dos 35 anos em todas as pessoas, é válida especialmente para as mulheres. Se o TSH for normal, esta dosagem deve ser repetida a cada cinco anos, ou com maior frequência, caso haja sintomas compatíveis com doença da tireóide ou existam fatores de risco, sendo o principal deles, a história de outros familiares acometidos.
O auto-exame da tireóide pode auxiliar o paciente na detecção de nódulos tireoidianos. Este exame é realizado tomando-se goles de água com a cabeça inclinada para trás, em frente a um espelho. Observando-se a região referente à localização do pomo de adão pode-se visualizar, abaixo dela, a tireóide subir ao engolir e descer no relaxamento e identificar eventuais ressaltos ou nódulos.
Resumindo, a fim de se detectar uma eventual alteração tireoideana precocemente é importante, já ao nascimento, realizar o teste de triagem neonatal e, posteriormente, avaliar as pessoas que tenham fatores de risco, principalmente após os 35 anos, assim como aquelas que apresentem sintomas e sinais de doença tireoidiana. O auto-exame pode auxiliar na detecção de nódulos, mas, em nenhum caso, a consulta periódica ao médico assistente pode ser dispensada. Este selecionará em que pacientes, e como, estará indicada uma avaliação complementar.
* Dra. Rosita Fontes é médica endocrinologista da DASA/ Lâmina Medicina Diagnóstica e Gestora de Relacionamento Médico da DASA.