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Postado em 8/1/2009 9:47 por Aguinaldo Pettinati

Estudo valida alimentos como complemento à quimioterapia

A apigenina - que pode ser encontrada em frutas e legumes - acaba de ganhar função reconhecida no complemento à quimioterapia. É que a substância potencializa a ação da proteína p53, que desempenha importante papel na resposta celular, reforçando a ação do tratamento medicamentoso do câncer. A afirmativa vem de estudo desenvolvido pela Universidade da Califórnia, em Riverside (EUA).



"A quimioterapia tem o objetivo de combater as células cancerígenas, mas a resposta é própria de cada paciente. Dessa forma, todas as medidas que reforcem o tratamento são bem-vindas, desde que cientificamente validadas. É importante ainda compreender que até o momento não há tratamento substituto para a quimioterapia, apenas complementar", destaca o oncologista Murilo Buso, diretor do Centro de Câncer de Brasília. O médico lembra que a apigenina é encontrada na maçã, na uva, na cereja, na alcachofra, no manjericão, no aipo e nas nozes, entre outros alimentos.

EVIDÊNCIAS NA PREVENÇÃO

Enquanto pesquisas começam a atestar a função da nutrição no combate ao câncer, seu papel na prevenção já está mais que confirmado. A conservação, o preparo e a quantidade dos alimentos consumidos são fatores diretamente ligados à incidência da doença. Alguns tipos de alimentos, se consumidos regularmente durante longos períodos parecem fornecer o tipo de ambiente que uma célula cancerosa necessita para surgir, se multiplicar e se disseminar - especialmente aqueles ricos em gorduras, como carnes vermelhas, frituras, molhos com maionese, leite integral e derivados, bacon, presuntos, salsichas, lingüiças, mortadelas, entre outros.

Existem também os alimentos que contêm níveis significativos de agentes cancerígenos, como os nitritos e nitratos usados para conservar picles, salsichas, outros embutidos e alguns tipos de enlatados. Tais substâncias transformam-se em nitrosaminas no estômago e essas, por sua vez, têm ação carcinogênica potente. Já os defumados e churrascos são impregnados pelo alcatrão proveniente da fumaça do carvão, o mesmo encontrado na fumaça do cigarro. Os alimentos preservados em sal - carne-de-sol, charque e peixes salgados - também estão relacionados ao desenvolvimento de câncer de estômago.

O tipo de preparo também influencia os riscos de câncer. Ao fritar, grelhar ou preparar carnes na brasa a temperaturas muito elevadas podem ser criados compostos que aumentam o risco de câncer de estômago e de reto. "Alimentos que facilitam a digestão, dividir as refeições em pequenas porções e evitar alimentos gordurosos são dicas importantes para quem passa pelo tratamento quimioterápico e para quem pretende seguir hábitos saudáveis ao organismo", orienta Dr. Buso.

 



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