Proteína na musculação para ficar sarado
Quando se faz musculação percebemos o intenso trabalho da musculatura do organismo. Durante o treino de musculação ocorrem lesões no tecido muscular que liberam aminoácidos constituintes das proteínas desse tecido para a circulação sangüínea. Nessa fase, também o organismo produz pequena quantidade de tecido novo, por isso ocorre o aumento da massa muscular (hipertrofia).
É justamente para a nova massa que o esportista necessita de um pouco a mais de aminoácidos. Portanto, a musculação degrada (quebra) a proteína, mas não a oxida (queima), deixando-a disponível para a síntese do tecido muscular.
A oxidação de proteína contribui com cerca de 5% da produção de energia durante exercício prolongado, o que é menos do que 10-15% em repouso, porém a taxa absoluta de degradação protéica durante o exercício é aumentada devido ao elevado turnover de energia. Isto leva ao aumento das necessidades mínimas protéicas diárias, mas esse aumento pode ser alcançado se uma dieta balanceada for consumida para atender ao aumento do gasto energético diário. A principal contribuição das proteínas dietéticas consiste em fornecer aminoácidos para vários processos anabólicos. A proteína representa cerca de 12 à 15 % da massa corporal.
Durante muito tempo acreditou-se que a utilização de proteínas como substrato energético só ocorria durante a realização de exercícios que buscavam potência muscular. Atualmente, verificou-se que, enquanto a degradação protéica aumenta discretamente com o exercício, a síntese protéica pode estar bastante diminuída tanto nos exercícios de potência quanto de resistência muscular.
Estudos recentes demonstram que a síntese protéica hepática é diminuída em 20% após 1 hora de corrida, e o mesmo exercício praticado em exaustão resulta em diminuição de 65% sobre a síntese protéica no fígado. Em relação à síntese protéica muscular, observa-se que exercícios intensos e prolongados podem acarretar uma diminuição de 35% a 55% sobre essa síntese.







